Madrugada proibida no ônibus

Madrugada proibida no ônibus
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Quando entrei no ônibus, quase todos os assentos já estavam ocupados. Olhei de novo a minha passagem para verificar o número da poltrona: era a última! Caminhei pelo corredor e dei uma olhada no meu acompanhante: era um homem bonitão, que me lançou um sorriso simpático e se ofereceu para guardar minha mochila no vão superior. Aceitei. Já instalada, abri um livro, me cobri com uma mantinha e passei a observar o movimento pela janela do veículo. Era fim de tarde, o sol estava se pondo e eu sabia que teria uma noite inteira de viagem pela frente. Aos poucos, fui relaxando. Meu acompanhante ofereceu chiclete, puxou conversa algumas vezes, mas eu não dei abertura. Não estava a fim de papo, só queria relaxar. Então, adormeci. Acordei lentamente, mas não abri os olhos de uma vez – só o suficiente para perceber que já era noite e que o ônibus inteiro estava em silêncio profundo. Foi então que percebi outro detalhe: a mão do meu acompanhante estava sobre a parte interna da minha coxa, quase tocando o meu sexo. Esperto, ele havia posicionado a mão por baixo da mantinha, o que dava muita discrição a toda a cena. Como eu estava de minissaia, ele conseguia encostar o dedo mínimo na minha calcinha. Com esse dedo, fazia giros delicados, o que me enchia de prazer. Sem muita explicação, decidi não interrompê–lo. Permaneci de olhos fechados e fiz mais: abri um pouquinho as pernas para ele avançar naquele jogo gostoso. Estimulado a dar sequência à brincadeira, ele começou a me masturbar com vontade. Ainda de olhos fechados, me livrei da calcinha para ele completar o serviço sem qualquer obstáculo. Então, ele ajeitou meu corpo, de modo que eu ficasse de costas para ele. E, assim, ele me possuiu. Primeiro, as estocadas foram leves, suaves, macias. Aos poucos, foram ficando mais firmes, vigorosas, quase violentas. O ritmo da nossa respiração também mudou, mas ele conseguia se controlar melhor. Eu, que estava gemendo baixinho, comecei a fazer barulho de verdade! Preocupado, ele tapou minha boca com as mãos, mas sem interromper o sexo. Não sei dizer quantas vezes gozei… Três, quatro vezes? Estava quase desfalecendo nas mãos daquele completo estranho, desejando que ele não parasse nunca mais de me penetrar. Depois do gozo dele, quando imaginei que tudo estivesse acabado, veio a surpresa: um imprevisível sexo anal. Eu, que tinha pouca experiência com essa modalidade, me enchi de desejo para saborear aquela delícia. Ao final do anal, adormeci. Quando acordei, ele já não estava mais na poltrona ao lado. Deve ter saltado numa cidade antes da minha. Procurei um bilhetinho enrolado na manta, qualquer sinal dele. Mas não havia nada. Nunca soube o nome daquele estranho, mas até hoje ele marca presença nos meus sonhos secretos. Ainda viajo de ônibus e torço para reencontrá–lo. Quem sabe?

Leia amanhã: “Travessura no escritório”

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