Se vingar é saudável?

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Reprodução/Inácio Moraes (GShow)

Descobrir que o marido tem uma amante, ser passada para trás no trabalho, sentir-se traída por uma amiga… esse tipo de experiência nunca é desejada! Mas quem não encarou, pelo menos ouviu falar de alguém que enfrentou uma barra dessas.

Superar essas dificuldades é complicado e, muitas vezes, se vingar parece ser a única alternativa para seguir em frente. Mas será que é mesmo?

Mulher pensativa com homem ao fundo

Foto: Shutterstock Images

É normal querer se vingar?

O sentimento ou desejo de vingança é a vontade de causar na pessoa que lhe fez sofrer um sofrimento igual ou maior ao que ela te causou. “Mesmo que só em pensamento é comum no ser humano fantasiar um ‘acerto de contas’” explica a mediadora de conflitos Suely Buriasco. Mesmo assim, “é importante distinguir o desejo de se vingar da vingança propriamente dita” lembra Suely. Quando a ideia se torna obsessão e começa a virar realidade é hora de repensar se este é mesmo o caminho adequado para virar a página.

Ideia fixa

Se “a pessoa passa horas imaginando como seria vingar-se, o que faria e como se sentiria” é sinal de que esse desejo está saindo do normal, avisa Suely. “Isso se torna uma obsessão e, gradualmente, ela passa a se dedicar como se fosse a coisa mais importante da sua vida” explica. “A vingança é considerada patológica quando põe em risco a própria vida ou do receptor ou mesmo causa qualquer tipo de dano, seja físico, emocional ou psicológico nos envolvidos”, avisa a especialista.

Vale a pena?

Antes de realizar esse desejo é preciso pensar nas consequências que isso trará. Sua vítima será a única prejudicada? O que você ganha com isso?
“Muitas (pessoas) acreditam que se sentirão melhor ao impor ao outro o mesmo que lhe considera imposto; que só a partir disso conseguirão retomar a própria vida, isso é, que precisam disso para ser feliz” retoma Buriasco. Mas avisa: “A vingança não provoca mais do que uma emoção prazerosa e momentânea com consequências funestas para a vida de quem a executa”. Ela lembra ainda que pessoas vingativas e rancorosas tem mais probabilidade de desenvolver “doenças psicossomáticas, distúrbios alimentares, entre outros”.

Mas como superar?

Tente desviar o foco da causa desse sofrimento e da pessoa que o causou. Ficar remoendo só fará a dor voltar. Tente se distrair, ter pensamento positivo e, se possível, perdoar. “Qualquer pessoa pode buscar alternativa mais sadia e livrar-se de sentimentos perturbadores e infelizes”, recomenda Suely.

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