Herpes genital: sintomas e tratamento

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A herpes é uma doença sexualmente transmissível que atinge homens e mulheres. Ocasionada pelo vírus do herpes simples (HSV), a doença não tem cura, mas pode ter os sintomas reduzidos com o tratamento adequado. Além de ser transmitida pelo sexo, nas gestantes há ainda o risco de transmitir a doença ao bebê no momento do parto, caso apresente as lesões características da doença.

Sintomas

“Normalmente inicia com uma sensação de prurido (coceira, ardor) na região acometida que vai se agravando com o aparecimento de vermelhidão local seguida pelo surgimento de pequenas bolhas que durante a sua evolução vão se romper, formando uma crosta que vai evoluindo até desaparecer”, explica o ginecologista Jurandir Piassi Passos. Geralmente, o processo leva uma semana, mas se for a primeira manifestação da doença ou o infectado estiver com a imunidade baixa, o tempo pode ser ainda maior. Os sinais podem surgir [acontecer] uma ou várias vezes ao longo da vida do infectado e o diagnóstico é feito a partir dos exames laboratoriais adequados.

Tratamento

A herpes não tem cura, mas pode ser tratada para que seus sintomas sejam amenizados: “Os tratamentos visam diminuir o tempo da fase aguda e agem diminuindo a taxa de replicação do vírus, permitindo, assim, que os mecanismos de defesa natural da pessoa atuem, acabando com a ação viral. Os medicamentos utilizados são os antivirais – aciclovir, famciclovir e valaciclovir”, explica o ginecologista.

Prevenção

preservativos

Foto: Shutterstock Images

“A utilização de preservativo é a forma mais segura” assegura Jurandir. Ele explica que, mesmo quando a doença não está latente, ou seja, não apresenta os sintomas, “uma pessoa pode transmitir a infecção para outra”. Vale lembrar que a camisinha também é necessária no sexo oral, “apesar de mais rara, a infecção genital pelo HSV-1(vírus da herpes genital) também pode ocorrer”.

Genital X Labial

Além da genital, a doença também pode se manifestar nos lábios: “as duas infecções são caudas pelo herpes vírus, sendo que na labial o responsável é o subtipo 1 e na genital o 2”, revela o médico. A doença pode se estender inclusive até a região nasal e aos olhos. Mas, a localização não é a única maneira de identificar o tipo de herpes: “o tipo 1 também pode estar relacionado às infecções genitais e o sexo oral sem proteção pode ser um disseminador a mais desse vírus”.

Consultoria: Dr. Jurandir Piassi Passos é ginecologista, obstetra e especialista em Medicina Fetal do Lavoisier Medicina Diagnóstica.

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