O que fazer quando ele quer, mas não chega junto?

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Você está na balada e repara naquele cara lindo, e tudo indica que ele também reparou em você. Os dois trocam alguns olhares insistentes. Você sorri, ele continua olhando. Você despista as amigas e dá algumas voltas sozinhas, parando no bar para pedir uma bebida. Depois de toda a sua estratégia, ele simplesmente continua parado e… olhando!

O cara não toma a iniciativa

Esse é o dilema de muitas mulheres. Segundo o psicólogo e escritor Alexandre Bez, o problema geralmente está ligado a algumas estruturas de personalidade do indivíduo, e, neste caso, a timidez é a campeã. “Com uma personalidade retraída, a pessoa, por mais que queira paquerar, é barrada pelo seu mecanismo mental”, explica.

casal olhando

Mas não é só isso que pode reduzir ao pó o seu primeiro encontro. Bez enfatiza que existem outros fatores que pairam no inconsciente, como algum trauma passado ou uma eventual rejeição, que poderá atrapalhar na hora de chegar junto. Mesmo com tantas barreiras, você não quer perder um partidão que encontrou por aí, certo? Então fica a dúvida…

Devo tomar a iniciativa ou não?

Muitas mulheres se sentem acomodadas na paquera, pois acham que são os homens que devem chegar e puxar papo. “Isso pode, em alguns casos, estar também ligado ao fator da timidez. Entretanto, não se limita apenas a isso”, lembra o psicólogo. O fator cultural dita muitas regras de comportamento e, para Bez, a mulher não chega junto porque tem medo se ser rejeitada ou passar uma imagem errada.

Além disso, a postura masculina também conta pontos para a mulher desistir do lance. “Como acreditar que aquele cara será uma boa companhia, se ele não tem pulso firme e não toma as devidas iniciativas que supostamente deveria? Por mais que elas tomem a iniciativa, ainda gostam de caras que possuem a mesma atitude”, explica o psicólogo e enfatiza: “Ainda é cultural, é ‘clássico’. Mulher gosta de homens com atitude, com personalidade forte e atuante”.

Homens na paquera, e não no poder

Existem homens que, mesmo sendo bem-sucedidos profissionalmente, possuem uma personalidade mais submissa quando se trata de relacionamento afetivo. De acordo com Bez, “a submissão está ligada a possuir uma postura mais passiva. Portanto quem vai comandar a relação naquela noite de balada será ela, ditando as normas e as regras”.

É fácil identificar os homens chamados “passivos”: “Ele nunca toma as decisões. Os sinais são óbvios: nunca discute, nunca impõe suas vontades, sempre mantém uma postura de cabeça baixa, sua aparência parece como a de uma vítima, obedece rigorosamente ao desejo de sua companhia, possui a tendência de ficar em algum canto da balada, esperando ser caçado”, descreve o psicólogo.

Está a fim? Corra atrás sem medo!

“Uma mulher sabe como abordar com classe e agir de acordo com o seu interesse, isso é muito claro, está no olhar!”, comenta Alexandre Bez. O psicólogo acredita que é possível tomar a iniciativa sem se queimar. Para ele, a postura da mulher é importante na hora de transmitir suas intenções. “Aquelas que gostariam de algo mais sério quando conhecem um cara devem agir sempre com naturalidade, ser espontânea, sem criar tipos”, conta. A dica é conhecê-lo melhor antes de começar a ter encontros mais íntimos.

Para Bez, é preciso valorizar a postura da mulher na sociedade para mudar os conceitos que são atribuídos a ela. “Nos deparamos com a questão cultural-machista, que é uma atitude retrógrada. Esse comportamento da sociedade é antigo, e, para provocar as primeiras mudanças, vai depender do próprio comportamento da mulher. Ao invés de ser atirada, aborde com suavidade e classe, disfarçando o seu interesse”, explica.

Não se acomode, nem desanime!

Que mulher nunca tentou várias vezes e, por fim, cansou? A acomodação é um mal que se alastra no comportamento feminino e reflete a falta de esperança de mudar uma situação. Ela pode ser passageira ou permanente, mas se existe, mande pra longe esse desânimo! “Elas podem se acomodar por estarem literalmente cansadas de não encontrar um par à altura de seus desejos” – disse o psicólogo Alexandre Bez. Afinal, “a forma indiscriminada com que os homens agem e as suas atitudes, completamente desprovidas de intenções mais sérias, podem também ser o gatilho desencadeador desse comportamento feminino”, revela.

Mas não é por isso que você vai desistir, certo? Se o cara for tímido, voilà, existem formas de usar isso a seu favor.

Como driblar a timidez do cara

Essa característica dos homens tem remédio! Chegue com calma e com ar despretensioso, isto é, sem assustar o rapaz. Além disso, é preciso iniciar uma conversa agradável, o que seria um bom começo! “Ela tem que favorecer a autoestima do tímido, sabendo fazer com que ele possa se sentir mais confiante”, completa o psicólogo. Por exemplo:

• Descubra o que ele faz, diga que se interessa pela área e que gostaria de saber mais a respeito;
• Descubra do que ele gosta e comece uma conversa com o assunto – vale falar sobre futebol, trabalho, tipo de música, etc…
• Evite chegar com piadinha e tiradas, isso pode retrair ainda mais o cara se ele não souber uma resposta à altura;
• Entretanto, o bom humor é sempre imprescindível na paquera, não abra mão dele em momento algum;
• Se tiver algum amigo em comum, peça a ele uma ajudinha para se apresentar e começar um papo;
• Não deixe suas intenções muito claras, é preciso ter um certo mistério para envolver o cara e instigá-lo a descobrir;
• Se ele já está na sua e não chega junto, vale se aproximar e dizer qualquer coisa do que esteja acontecendo no momento – música, clima, pessoas, etc. – para iniciar uma aproximação.
• Se vocês já são amigos e rola um clima, então, jogue verde para colher maduro. Elogie o rapaz ou diga algo mais claro, do tipo: “a gente pode continuar se vendo depois daqui” ou “a gente pode ir para um lugar mais calmo”

 

Consultoria: Aexandre Bez – Psicólogo e autor do livro “Inveja – O inimigo oculto”. te: www.clinicaab.com.br
Foto: Thinkstock/Getty Images

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