Retrato de um chantagista emocional

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Sabe a chamada “força do fraco”? O chantagista emocional é muito mais forte do que gosta de demonstrar. E não será um simples “não” que terá o poder de acabar com suas lamúrias. Mas você pode aprender a fugir das armadilhas…

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Os chantagistas (mãe, pai, namorado ou amiga) não são exatamente iguais, mas têm muitos pontos em comum. Com um mínimo de treino você pode identificá-los a distância. Anote as dicas.

• A parte que o chantagista mais gosta de seu próprio corpo é o umbigo. Todos são apaixonados por esse detalhe da sua anatomia. Ou seja, ele acredita que é, sim, o centro do universo, ainda que todos queiram provar o contrário.

• Ele detesta ser contrariado. Quando isso acontece, reage como uma criança mimada, fazendo bico. Mas nem todos agem assim. Muitos disfarçam o desgosto ficando com aquele ar ausente, deprimido, de abandono, querendo que você faça logo o que ele pede para poder sentir-se melhor.

• Em qualquer situação, o chantagista é sempre a vítima, o sofredor, ninguém o compreende nem faz o que ele quer. Ah! E ele nunca tem culpa de nada. É o mundo que o persegue. O inferno são sempre os outros, como costumava dizer o filósofo francês Jean Paul Sartre.

• Embora, com certeza, cheguem até os 120 anos, muitos juram que podem morrer no próximo minuto. O que não deixa de ser verdade para todo ser vivo. Portanto, essa justificativa para obter vantagens em cima do outro é furada. E não precisa se culpar se no dia seguinte ele acordar espirrando.

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• Elogiar é com ele mesmo. Não dispensa um tapinha nas costas até conseguir o que quer. Mas experimente dizer um “não” só para ver se você não deixa de ser linda, maravilhosa e a melhor garota do mundo de um segundo para outro.

• Fique esperta: quando seu chantagista particular percebe que as acusações furiosas – ele chama você de ingrata, desalmada, filha má, namorada egoísta, amiga insensível – não estão funcionando, para de repente, põe a mão no peito (ou na cabeça) e se recusa a falar sobre aquela pontada no coração (ou no cérebro) que está sentindo. Se você continuar firme em seu propósito, ele terá duas saídas. A primeira é simular um mal súbito, com duração de um minuto. A segunda é voltar a si, dizendo que não foi nada e deixando-a fazer o que quer. Isso até o próximo ataque. Se você permitir, claro.

Texto: Rose Mercatelli

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