Síndrome do intestino irritável

Síndrome do intestino irritável  

  

Como evitar ou viver bem com essa doença?

Nos Estados Unidos, ela é a principal queixa abdominal e a segunda maior causa de falta ao trabalho, perdendo apenas para os resfriados e gripes. Sem uma causa orgânica específica, a síndrome também é comum no mundo todo. Saiba como se prevenir ou o que fazer se você já tem a doença.

  

Sinal de alerta

Existem alguns sinais, chamados pela medicina de “sintomas de alarme”, que devem ser investigados com atenção. Eles não fazem parte do quadro clínico da Síndrome do Intestino Irritável (SII), mas podem indicar outros distúrbios, como: doenças inflamatórias intestinais, câncer de intestino, intolerância a componentes alimentares como glúten e lactose e síndrome da má absorção.

Fique atenta se você tiver:

– sangue nas fezes;
– anemia;
– perda de peso;
– alteração recente do hábito intestinal;
– massa palpável no abdômen ao exame físico;
– sintomas em idade acima dos 50 anos;
– febre;
– histórico familiar de câncer de intestino ou de pólipos.

Se esses sintomas forem relatados ao médico, ele deverá solicitar uma colonoscopia e outros exames específicos. A Síndrome do Intestino Irritável é uma doença benigna que pode ser controlada.

  

Viva bem!

“É fundamental que o paciente entenda que ele tem uma condição crônica e com períodos de melhora e de piora”, afirma o coloproctologista Pedro Popoutchi.Porém, uma alimentação adequada, mudanças do estilo de vida e acompanhamento médico permitem melhor qualidade de vida para quem sofre desse distúrbio.

Para que o aparecimento da Síndrome do Intestino Irritável seja menos provável, adote hábitos como: praticar atividades físicas, preservar os momentos de lazer, ter sono e hábito alimentar regulares e saudáveis.

“Procurar um profissional de saúde numa fase de grande demanda profissional ou emocional também é uma medida valiosa para evitar sintomas funcionais digestivos ou entendê-los de uma forma melhor”, aconselha o especialista.

  

Alimentação adequada

Segundo o médico, estima-se que mais da metade das pessoas acima dos 60 anos desenvolva algum grau de intolerância à lactose. Mas isso não significa que essas pessoas devam ficar sem ingerir leite. Há diversas alternativas no mercado, como leites com baixo teor de lactose e com a mesma quantidade de cálcio. Eles são indicados a todas as pessoas com a síndrome por se melhor tolerados. 

Além do leite e derivados, outros alimentos devem ser evitados na rotina dos pacientes com o distúrbio. São eles:

-Alimentos fermentativos e que causam gases, como feijão, repolho, couve-flor, brócolis, alho, cebola, entre outros;
-Alimentos ricos em açúcar, muito condimentados e com excesso de conservantes também irão fermentar e produzir gases, distensão e desconforto abdominal.

Outros alimentos estão liberados para quem convive com o distúrbio. Se você é uma dessas pessoas, fique tranquila para consumir: água, leite e outros produtos com soja, massas leves (sem molhos gordurosos), batata cozida ou assada (não frita), pães integrais, peixe, frango e carnes magras, cereais, saladas e legumes (com exceção dos fermentativos), geleias e frutas como melancia, maça, pera, pêssego e outras.

 

Texto: Giovana Sanches
Consultoria: Pedro Popoutchi, coloproctologista e membro da SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva)

Foto: ThinkStock/GettyImages

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