Semente de chia: tesouro dos Andes

Semente de chia: tesouro dos Andes

Foto: Thinkstock/Getty Images

Se a chia é novidade para você, saiba que já faz parte da alimentação de outros povos há muito tempo. As sementes ovais e pequenas de cor preta, marrom escura, branca ou cinza eram a base da alimentação de povos andinos. Plantada desde 2.600 a.C, a chia foi muito consumida por maias e astecas para potencializar a resistência física e servida como oferenda para os deuses. Após a extinção do cultivo, o grão foi redescoberto na década de 90 por pesquisadores argentinos e americanos. Originária do México, Argentina, Bolívia, Guatemala, Peru e Colômbia, hoje ganha espaço e pode ser encontrada ao redor do mundo. Uma curiosidade é que, na língua maia, chia significa “força” e com certeza a semente milenar vai conseguir dar uma forcinha para a sua saúde e luta contra a balança.

Nutrição em grãos

“A chia dispõe de uma grande quantidade de ômega 3, além de proteínas de  alto valor biológico, fibras e antioxidantes. Possui ação anti-inflamatória e grande capacidade de absorção de glicose”, relata a nutricionista Carolina Chica, da Unidade de Doenças Cardiovasculares da Pontifícia Universidade Católica do Chile. Também conhecida como sálvia hispânica, a chia vem sendo associada a diversos benefícios. Estudo publicado no periódico científico British Journal of Nutrition demonstrou a colaboração do grão para normalizar a resistência à insulina e a melhora do perfil lipídico e da adiposidade visceral, situações que podem levar à obesidade e ao diabetes. A explicação da vantagem para os diabéticos é o baixo índice glicêmico do grão que evita picos de insulina no sangue, que podem gerar hiper ou hipoglicemia. Ferro, fósforo, selênio, potássio e magnésio são alguns dos minerais encontrados na composição da semente, sem falar na dose generosa de cálcio, que previne a osteoporose.

Gorduras amigas

Um dos benefícios e diferenciais da chia é ser fonte de ômega 3 e 6, e o melhor: apresentar um balanço adequado entre esses dois ácidos graxos essenciais. Especialistas reforçam que para atuarem de maneira ideal no organismo essas gorduras poli-insaturadas devem manter uma proporção 1:5 de ômega 3 e 6. Tal equilíbrio favorece a regulação da imunidade, da atividade cerebral e do combate de processos inflamatórios. Além disso, a chamada “gordura do bem”, ômega 3, é famosa por proteger o coração, pois reduz o colesterol ruim (LDL) no sangue e aumenta o colesterol bom (HDL), promovendo uma limpeza dos vasos. A memória e a concentração mais eficazes são outros bônus do nutriente, uma vez que é encontrado na bainha de mielina: estrutura dos neurônios que acelera a velocidade da transmissão de informações. A ação anticâncer também merece destaque, com o ômega 3 prevenindo e controlando o desenvolvimento de tumores, como o de mama.

Emagrece!

Vendida na forma natural, óleo ou farinha, a semente de chia consegue absorver cerca de 12 vezes seu peso em água. Por isso, mesmo sendo pequenos, os grãos absorvem líquidos no estômago e se transformam rapidamente em uma espécie de gel, gerando uma sensação prolongada de saciedade. As fibras solúveis são as responsáveis por esse feito e também ajudam no funcionamento intestinal, combatendo o inchaço no abdômen. Uma dica para quem busca emagrecer é ingerir o grão cerca de 30 minutos antes das principais refeições diárias.

Consultoria: Carolina Chica, nutricionista da Unidade de Doenças Cardiovasculares da Pontifícia Universidade Católica do Chile

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