Riscos das cirurgias plásticas para saúde

O cirurgião plástico Ruben Penteado recomenda que a paciente fique alerta ao se deparar com anúncios de cirurgias plásticas que prometem maravilhas e facilidades. “A cirurgia plástica não pode ser oferecida como uma vantagem, uma bagatela ou um grande negócio. Ela é uma cirurgia como outra qualquer, com todos os riscos envolvidos em qualquer intervenção cirúrgica”, alerta.

 

Cirurgia plásica

Foto: Ablestock/Keydisc

 

 

 

 

Aumento das mamas

Durante a operação: reações adversas à anestesia e complicações no momento da cirurgia, como sangramentos exagerados e perfurações erradas.

No pós-operatório: hematomas na área operada, infecções, mau posicionamento das próteses e rejeição ao implante.

Alertas: evitar essa cirurgia antes de completar 18 anos, pois as mamas estão em formação.

Diminuição das mamas

Durante a operação: os mesmos do aumento das mamas.

No pós-operatório: hematomas, infecções e alterações na sensibilidade. Além disso, é possível que haja perdas de tecido ou má cicatrização.

Alertas: “a cirurgia de redução ou de correção é indicada para quem busca mamas ‘com forma de mamas’, o que nem sempre agrada à paciente. Por isso, muitas vezes utilizamos técnicas que incluem o uso das próteses”, revela o cirurgião.

Lipoaspiração

Durante a operação: os mesmos do aumento das mamas.

No pós-operatório: o exagero na retirada de gordura ou uso de técnica inadequada pode gerar sangramentos que levem à anemia aguda. Além disso, infecções, irregularidades, manchas na pele ou mesmo áreas de necrose podem ocorrer.

Alertas: a cirurgia retira gordura localizada e não é um tratamento de sobrepeso. “A ideia de um corpo esculpido deve ser desfeita pelo cirurgião”, ressalta

Abdominoplastia

Durante a operação: os mesmos do aumento das mamas.

No pós-operatório: hematomas e infecções podem ocorrer. Além disso, devido à restrição na movimentação pós-cirúrgica, medidas para evitar tromboembolismos devem ser tomadas. Pode ocorrer o acúmulo de líquidos na região (seroma), que deve ser retirado sempre que diagnosticado.

Alertas: “Dê especial atenção à nova cicatriz umbilical, que precisa ser natural, e também à própria cicatriz cirúrgica, que é bastante extensa”, finaliza o médico.

Consultoria: Ruben Penteado, cirurgião plástico e diretor do Centro de Medicina Integrada, de São Paulo. Site: www.medintegrada.com.br


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