Primeiros passos do bebê

Primeiros passos do bebê

Foto: Thinkstock/Getty Images

Quando começa a ficar “durinho”, o bebê se firma. Depois, engatinha e fica em pé, segurando em alguém (ou alguma coisa). Enfim, solta das mãos e dá os primeiros passos. É assim com quase todas as crianças. Mas, se seu filho já está ficando grandinho e apresenta dificuldades para se firmar, ele pode estar com atraso no desenvolvimento motor.

Atenção redobrada

Alguns sinais podem indicar se a criança está com seu desenvolvimento motor normal. Por volta dos três meses de vida, por exemplo, o bebê deve começar a firmar a cabeça, o que os especialistas chamam de início do controle cervical. Antes disso, porém, alguns fatores (pressão alta ou toxoplasmose durante a gestação; demora para nascer; parto prematuro; demora para chorar; se as habilidades motoras demoram a aparecer; se apresenta movimentos atípico, como tremores e olhos “perdidos”; quando a criança fica com os braços ou as perninhas em uma posição estranha) devem ser levados em conta, pois revelam a necessidade de acompanhamento fisioterapêutico desde o seu nascimento.

Teste em casa

É fácil descobrir se está tudo bem com o desenvolvimento motor de seu filho. A fisioterapeuta Cláudia Rizzo, especialista em pediatria, ensina uma avaliação simples para você observar o controle cervical do seu bebê aos quatro meses de idade:

– Coloque a criança deitada de barriga para cima sobre a cama.

– Mantenha a cabecinha dela apoiada gentilmente sobre a palma da mão, para fora da cama, e delicadamente tente tirar o apoio da cabeça dela.

– A resposta esperada é que ela consiga trazer a cabeça em flexão (para cima).

– Caso não se observe a resposta, não retire o apoio da cabeça dela.

Quando seu filho estiver um pouco maior, com sete meses, ele deve ser capaz de sentar-se apoiando as mãozinhas no chão. Aos dez meses, espera-se que ele consiga ficar em pé apoiando-se no sofá ou no berço.

Diagnósticos

Os problemas mais comuns que levam os pais a procurarem ajuda são:

– Prematuridade: mãe com pressão alta gestacional é apenas uma das muitas causas de um parto prematuro;

– Paralisia cerebral: pode estar associada a problemas gestacionais, de parto

(demora para nascer) ou pós-parto (parada cardio-respiratória);

– Síndromes genéticas, incluindo a Síndrome de Down: estão associadas a alterações cromossômicas (no início da gravidez).

Esses quadros não têm cura e demandam outros tipos de tratamentos médicos além do fisioterápico. “O que fazemos é tentar minimizar ao máximo as sequelas motoras e cognitivas”, explica Cláudia.

O que fazer?

Se houver qualquer suspeita de problemas motores, procure um fisioterapeuta pediátrico. “Quanto mais precoce for a intervenção, melhores serão os resultados”, ressalta a especialista. Por meio de uma avaliação detalhada, o profissional irá verificar e testar todas as habilidades motoras da criança e levantar o seu histórico, desde a gestação. O tratamento depende de cada caso e se baseará nas habilidades que o pequeno precisa adquirir.

 

Consultoria: Cláudia Rizzo, fisioterapeuta especialista em pediatria. Site www.terapiainfantil.com.br

Mais lidas