O que muda com a gravidez

O que muda com a gravidez

Foto: PureStockX/DIOMEDIA

Desejos estranhos, surto de estrias, pés inchados, cabelos mais bonitos… São muitas transformações que acontecem no corpo da mulher grávida. Confira as principais mudanças durante a gravidez e saiba como ter uma gestação saudável:

Pele

As manchas no rosto e a pigmentação da linha média da barriga resultam da melanina, intensificada pela progesterona. Em algumas gestantes há o aumento da vascularização do rosto, com diminuição da oleosidade e da acne. Em outras, o efeito é contrário, piorando o problema nos 3 primeiros meses de gestação.
*Toda gestante deve usar filtro solar e evitar exposição ao sol, pois as manchas gravídicas são difíceis de desaparecer.

Mamas

Toda a rede glandular mamária se diferencia para a lactação, o que aumenta o volume dos seios. Como boa parte da mama é gordura, o ganho de peso também influencia o tamanho do sutiã. A produção do colostro (leite primitivo) pode ocorrer a partir do 2º trimestre, sendo mais comum no final da gestação.
*O leite propriamente dito só começa a ser produzido até 62 horas após o parto com a queda do estrógeno no sangue.

Apetite

Não é desculpa esfarrapada: tanto a fome quanto o desejo por determinados alimentos são potencializados na gravidez, principalmente no início. Por outro lado, é comum a aversão a alguns alimentos, que podem provocar vômitos, protegendo mãe e bebê de possíveis contaminações.
*Pode surgir também a malácia (desejo de comer substâncias não convencionais como terra, giz ou arroz cru).

Barriga

A predisposição genética, os hormônios e o acúmulo de tecido adiposo no abdome, mamas e região lateral das coxas contribuem para o aparecimento de estrias. O ganho de peso adequado, a hidratação da pele com cremes e a ingestão de líquidos pode diminuir a incidência de estrias.

Cabelos

Durante a gestação, os pelos são mais nutridos e sua produção é maior. O resultado são cabelos mais volumosos e bonitos. Nos 4 meses após o nascimento do bebê, a tendência é a de que os fios que não caíram durante a gravidez sejam perdidos. Por volta do 6º mês, depois do parto, tudo volta ao normal.

Órgãos internos

A bexiga é comprimida e o rim trabalha mais, fazendo com que a grávida sinta maior necessidade de urinar. Os intestinos são deslocados para a parte superior e as laterais do abdome. O fígado fica apertado contra o diafragma e os pulmões sofrem o impacto, diminuindo o volume respiratório. O estômago também é comprimido, o que dá a sensação de empachamento e refluxo no final da gestação.

Coluna

Com o aumento do volume abdominal, o centro de gravidade da gestante desvia-se para frente. A lordose natural da coluna lombar é acentuada e os pés ficam um pouco mais afastados (aumento da base), para que a gestante compense o desequilíbrio e não caia.
*A lordose é uma modificação fisiológica da gestação. Um aumento adequado do peso, controlando o volume abdominal, pode amenizar o incômodo.

Útero

O aumento do número de células miometriais (hiperplasia) e do tamanho dessas células (hipertrofia) possibilita o crescimento do órgão e a acomodação do feto em desenvolvimento. O útero cresce cerca de 20 vezes seu tamanho original e 1000 vezes sua capacidade inicial.

Sangue

Para facilitar a entrada e disponibilidade de glicose para o feto, a placenta produz um hormônio que compete pela ação da insulina e causa uma resistência no organismo da mãe. Em resposta, o pâncreas materno produz mais insulina, o que pode provocar o diabetes gestacional. Com o aumento do útero, a quantidade de sangue no organismo é 50% maior, intensificando o trabalho cardíaco, principalmente por volta da 28ª semana de gestação.

Pernas

O aumento do volume uterino causa a compressão da veia cava, principal responsável por levar o sangue de volta ao coração, dificultando o retorno venoso. Esse fator, aliado ao efeito da progesterona e do estrógeno sobre os vasos (vasodilatação), facilita o aparecimento de varizes e do inchaço nos membros inferiores.

Esses hormônios…

No período gestacional, o sistema endócrino funciona com todas as suas reservas. O pâncreas, a hipófise, a tiroide, a paratireoide e as suprarrenais sofrem uma maior exigência metabólica. Surge, temporariamente, um novo órgão no organismo materno, a placenta, que tem funções glandulares específicas. Nesse processo, são produzidos muitos hormônios, que mexem com o corpo e a mente da mulher.

Consultoria: Nara Mattia, ginecologista. Fone: (0xx11) 2659-5339.

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