Mitos e verdades sobre o silicone

Mitos e verdades sobre o silicone

Foto: Thinkstock/Getty Images

O uso do silicone vem se popularizando no Brasil. A cada dia mais mulheres optam pela prótese, seja para corrigir algum problema nos seios ou para melhorar a autoestima. As vantagens de seios mais fartos incluem usar um belo decote e se sentir mais poderosa. No entanto, é importante considerar que para deixar os seios maiores, é preciso passar por uma cirurgia que envolve riscos. O cirurgião plástico José Saraiva explica os mitos e verdades sobre o silicone:

Idade certa

De acordo com o médico, o corpo precisa estar completamente desenvolvido antes da inserção da prótese: “Devemos aguardar o completo desenvolvimento corporal dos caracteres sexuais secundários. Também é necessário um certo amadurecimento para que a paciente entenda o processo pelo qual vai passar e tenha expectativas reais com relação ao resultado. Normalmente não indicamos o procedimento antes dos dezoito anos”. Para as mulheres mais maduras, acima dos 40 anos, o maior problema é o excesso de pele: “Não há impedimento relacionado à idade na utilização do silicone para a melhoria da estética das mamas. Em mulheres que apresentam déficit de conteúdo sem sobra de pele, a simples adição dos implantes é suficiente para um resultado agradável. Já nas mulheres que apresentam excedente de pele, seja por alterações pós-gestacionais ou por serem mais maduras, o aumento das mamas pelo silicone deve vir acompanhado de um ajuste de pele”.

Riscos

Qualquer cirurgia envolve riscos. No entanto, se a paciente estiver em boas condições de saúde, os problemas são mínimos. “O risco de integridade física da paciente é muito pequeno durante o ato operatório. O que poderia acontecer é alguma complicação anestésica, o que não é comum em uma paciente saudável”, revela o cirurgião. “A mamoplastia de aumento é uma cirurgia de curta duração. Em geral, o procedimento dura uma hora e apresenta os mesmos riscos de qualquer outra cirurgia”, complementa.

Duração

Uma das maiores dúvidas que surgem entre as mulheres é a duração da prótese. Será que precisa ser trocada? Quanto tempo ela pode ficar no corpo? José Saraiva explica: “Os implantes de silicone têm prazo de durabilidade indeterminada. Não há necessidade de trocas periódicas do implante e sim de acompanhamento preventivo para que possamos prevenir algum eventual problema. Após a alta do pós-operatório, recomendamos um retorno em oito a dez anos para um exame físico e solicitação de exames de imagem”.

 Cuidados antes e depois da cirurgia

Para fazer a implantação da prótese, a mulher deve fazer diversos exames pré-operatórios e tomar cuidados especiais após a cirurgia. O cirurgião aponta:

Antes: os exames de rotina são o hemograma completo, o coagulograma completo, a glicemia em jejum e um exame de imagem. Deve ser feita a ultrassonografia nas mulheres com menos de 40 anos e a mamografia nas mais maduras. Após os 40 anos solicitamos sempre uma avaliação cardiológica pré-operatória.

Depois: recomendamos repouso relativo, movimentação cuidadosa dos membros superiores, observância dos horários corretos de tomada dos antibióticos e em alguns casos o uso de sutiã compressivo. Após três semanas a paciente estará com a vida normalizada, podendo dirigir, etc. Neste período, as atividades físicas estão liberadas para serem retomadas progressivamente. Exposição ao sol é recomendada apenas após três meses da realização da cirurgia.

Tipos de silicone

“Os implantes de silicone podem variar quanto ao tipo de revestimento e quanto ao formato, sendo redondos ou anatômicos”, revela o especialista. Cada caso exige um tipo diferente de prótese, dependendo do tamanho dos seios da mulher: “As próteses redondas são mais indicadas para a maioria das pacientes que vão se submeter a um aumento simples de mama. As anatômicas são melhores para as mulheres mais compridas, que tem a implantação das mamas mais baixas”, completa o médico. Ele também fala sobre o revestimento do silicone: “Com relação ao revestimento, este pode ser de silicone liso, texturizado e poliuretano. A escolha por um tipo ou outro, depende das características do caso, do plano de colocação da prótese e da experiência do cirurgião com o material”.

Mitos

Antes de se tornar um procedimento mais comum, surgiram mitos e histórias envolvendo o silicone. “No passado algumas pessoas questionavam a respeito da relação entre o silicone e o câncer. Não há nenhuma. Inclusive usamos próteses de silicone para reconstruir mamas de mulheres que as perderam por tumores. Algumas pacientes já me perguntaram se era verdade que elas não poderiam mais viajar de avião pelo risco dos implantes estourarem. Claro que isto também não faz o menor sentido”, pontua o cirurgião.

Sempre alerta

Recentemente, a marca francesa PIP trocou o silicone médico pelo silicone industrial, causando transtorno para 300 mil mulheres. O silicone industrial é 10 vezes mais barato do que o silicone médico, mas não pode ser colocado no corpo humano. O silicone industrial traz mais riscos de infecção e pode se romper pouco tempo após a cirurgia. Portanto, lembre-se de procurar um médico responsável e verificar o nome do fabricante e o número do lote no recibo da prótese.

 

Consultoria: Dr. José Saraiva (Cirurgião Plástico da Clínica Saraiva, Especialista em Cirurgia Plástica e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Membro da Associação dos Ex Alunos do Professor Ivo Pitanguy, Membro da International Society of Aesthetic Plastic Surgery e Membro da Sociedade Iberolatinoamericana de Cirurgia Plástica).

Serviço: Dr. José Saraiva (Clínica Saraiva)
Portal: www.clinicasaraiva.com.br

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