Gravidez: veja as principais dúvidas de quem pretende ganhar um bebê

Você e seu parceiro decidiram que chegou a hora de ampliar a família. Neste momento especial, é comum que surja um turbilhão de dúvidas, principalmente se vocês já tentaram algumas vezes e ainda não tiveram resultado positivo. Para te tranquilizar, Malu selecionou as dúvidas mais comuns recebidas das leitoras e desvendou tudo com a ginecologista Elisabete Dobao, do Rio de Janeiro. Confira:

1) Longo uso da pílula e fertilidade

Tenho 22 anos e tomo pílula anticoncepcional desde os 15. Isso pode influenciar minha fertilidade quando eu quiser ter filhos?
“Não. Como as mulheres adiam muito a 1ª gravidez, o anticoncepcional deve ser usado dessa forma (claro que sempre prescrito e acompanhado por um médico), pois, assim, terá uma ação protetora sobre o útero e os ovários, preservando-os para uma futura gravidez. Faça sempre seus exames de rotina e procure o ginecologista ao notar alterações em sua saúde: assim, você estará se protegendo.”

2) Ácido fólico

Tive um filho com 21 anos e hoje, com 36, não consigo engravidar. O que preciso fazer? O ácido fólico pode me ajudar?
“Procure um ginecologista de sua confiança, que pedirá os exames básicos para iniciar a pesquisa de sua dificuldade e, claro, entre eles estará o espermograma do seu parceiro. Com os resultados, vocês serão encaminhados a um profissional especializado em reprodução humana, que analisará detalhadamente o caso e as melhores alternativas de resolução. O ácido fólico é usado preventivamente nas mulheres que desejam engravidar e nos 3 primeiros meses de gestação para prevenir más-formações no bebê. Ele não é um tratamento para infertilidade.”

3) Gravidez após aborto espontâneo

Tive um aborto espontâneo e, depois disso, não consegui mais engravidar. Meu primeiro filho tem 10 anos e os médicos disseram que essa dificuldade é normal: é verdade?
“Muitas vezes, o embrião não se desenvolve por completo, ou desenvolve-se de maneira anormal. Em casos como estes, o aborto é a maneira que o corpo encontra para terminar com a gravidez que não está desenvolvendo-se normalmente. Outras causas possíveis de aborto incluem infecções do útero, diabetes sem controle ou doenças uterinas. Para tranquilizá-la quanto à sua dificuldade, seria necessário saber quanto tempo você tentou engravidar até este aborto, há quanto tempo ele ocorreu e se houve alguma complicação, entre outras coisas. De qualquer forma, caso esteja há mais de 2 anos tentando a gravidez sem sucesso, é melhor que você procure um especialista em reprodução humana.”

4) Remédios de emagrecimento

Estou tomando remédios para emagrecer, mas penso em engravidar em breve. Quando terminar esse medicamento, por quanto tempo tenho que esperar para tentar a gravidez?
“As medicações usadas para emagrecimento não deixam efeitos residuais. Como você deseja engravidar em breve, termine a sua dieta, procure um ginecologista, leve o nome da medicação que tomou e faça os exames complementares para ver se sua saúde está bem (anemias após dietas são comuns, ou disfunções de tireóide devido ao uso de algumas “fórmulas”). A partir daí, siga as orientações médicas, entre elas iniciar o uso de ácido fólico diariamente.”

5) Sangramento pós-parto

Quanto tempo costuma durar o sangramento pós-parto?
“Os lóquios (sangramento do pós-parto) vão mudando de característica com o passar do tempo: nos primeiros 5 dias, têm uma maior quantidade e a cor mais avermelhada, passando para amarronzada e rosada. A partir do 14º dia, vão se tornando mais amarelados e, depois, bem claros. No total, o processo pode durar, em média, 45 dias. Caso haja mudança de volume, cor ou presença de odor forte e desagradável, procure seu médico.”

6) Laqueadura

Quais as vantagens e as desvantagens de se fazer laqueadura a partir dos 30 anos?
“Como vantagens, temos que é um método seguro, eficaz e com mínimos efeitos adversos, para mulheres que tenham certeza de que não desejam uma nova gestação ou que tenham contra-indicações de saúde para isso. Entre as desvantagens está a dependência de um ato cirúrgico, com baixa reversibilidade, o que dificulta a mudança de planos.”

Texto de Adriana Serrano
Elisabete Dobao é ginecologista e especialista em mastologia.

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