Glicemia e gravidez

Glicemia e gravidez

Foto: PureStockX/DIOMEDIA

Um dos muitos cuidados necessários durante a gravidez é o acompanhamento dos níveis de glicose no sangue da mamãe. É por meio dessa supervisão que se pode diagnosticar o diabetes gestacional, que surge ou é identificado pela primeira vez durante a gravidez. A doença pode persistir na mulher mesmo depois do parto e trazer problemas à saúde do bebê.

Qual é o problema?
Para conceber uma vida, o corpo feminino passa por várias mudanças metabólicas e hormonais. Dentre elas, ocorre um aumento na produção do hormônio lactogênio placentário, que pode dificultar ou até mesmo bloquear a ação da insulina materna. O organismo de muitas mulheres consegue compensar esse desequilíbrio aumentando a produção de insulina; contudo, para algumas o problema acaba se agravando, com elevações glicêmicas que caracterizam o diabetes gestacional. “Se a mulher consome muito açúcar e massas, aumentam-se as chances de desenvolver a doença”, alerta o ginecologista Sílvio Takata.

Positivo x Negativo
A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que a gestante realize a medição da glicemia em jejum logo na primeira consulta do pré-natal. Se o valor estiver acima de 85mg/dl, deve-se realizar um teste para confirmação de diagnóstico de diabetes, em que a glicemia é avaliada após uma sobrecarga oral de glicose.

Prejuízos à saúde
Além do risco de ficar permanentemente diabética, a gestante com glicose descompensada também pode ter aumento de pressão arterial. Já para o bebê, o ganho excessivo de peso, chamado de macrossomia fetal, é a manifestação mais característica. O sobrepeso do feto pode dificultar o parto, além de elevar os riscos de problemas de saúde no recém-nascido. “A queda nos níveis de glicose nesses bebês logo após o parto pode causar hipoglicemia e icterícia. Eles ainda têm mais chances de ficarem obesos e terem desequilíbrios de glicose na infância e na vida adulta”, alerta a endocrinologista Carolina Alves.

Revertendo o problema
O tratamento é feito em três frentes: acompanhamento clínico multidisciplinar (com endocrinologista, obstetra, nutricionista e enfermeira); reeducação alimentar que permita um ganho de peso adequado e prática regular de atividade física, desde que não haja contraindicação. Geralmente, essas medidas controlam o excesso de glicose no sangue em 50 a 80% das pacientes, mas nos casos em que a glicemia permanece elevada, prescreve-se o uso de insulina, já que as medicações orais não são permitidas para gestantes. “É importante lembrar que o diabetes gestacional não é uma indicação de cesariana”, destaca a endocrinologista. Após o parto, um novo exame deve ser realizado na mãe a fim de identificar se o quadro de diabetes foi revertido.

Quem pode ter?
Correm mais risco de desenvolver diabetes gestacional as mulheres:

– Com histórico da doença, abortos repetitivos, morte fetal ou nos primeiros dias de vida, e parto de recém-nascido com mais de 4kg em gestações anteriores;
– Que tenham parentes de primeiro grau com diabetes;
– Com 35 anos de idade, hipertensão arterial, ganho excessivo de peso na gravidez atual ou obesas;
– Com feto acima do peso ou com excesso de líquido amniótico na gestação atual.

Consultoria: Carolina Alves Cabizuca, endocrinologista da Clínica Médica do Hospital dos Servidores do Estado; Sílvio Takata, ginecologista e especialista em Oncologia Pélvica e Reprodução Humana da Clínica Prime

 

Glicemia e gravidez

 

 

 

Para cuidar melhor da sua saúde e se prevenir, confira a revista O Perigo do Açúcar. Já nas bancas!

 

 

 

 

 

 

Mais lidas