Corrimento, DST e ejaculação precoce… o ginecologista responde!

Para tirar as suas dúvidas sobre corrimento, doenças sexualmente transmissíveis e ejaculação precoce, o ginecologista Gustavo Maximiliano respondeu às perguntas enviadas pelas leitoras. Confira abaixo:

Corrimento, DST e ejaculação precoce… o ginecologista responde!

Foto: Thinkstock/Getty Images

1. O que pode ser corrimento com coceira e ardência? O que fazer para melhorar?

A vagina sadia apresenta uma lubrificação natural que não provoca coceira ou ardência. O equilíbrio desse ambiente depende de fatores como pH, flora bacteriana, níveis hormonais e do ciclo menstrual da paciente. Existem diversas causas de desequilíbrio vaginal, como alteração do pH, neoplasias, infecções bacterianas e fúngicas (como a candidíase, por exemplo). O desequilíbrio pode resultar em sintomas como a coceira e a ardência vaginal. O diagnóstico é realizado pelo ginecologista, que através do exame ginecológico poderá avaliar em qual situação a paciente se encaixa e quando necessário, realizar o tratamento adequado.

2. “Tenho um corrimento amarelo sempre. Fica um cheiro meio forte e não coça”. Será alguma doença?

Idem resposta da questão 1.

 

3. Existe algum exercício que o homem pode fazer para não ejacular rapidamente?

A ejaculação precoce é uma doença muito comum em homens abaixo dos 40 anos e na maioria das vezes tem etiologia psicológica e comportamental. Existem algumas dicas para amenizar o problema. A chave do tratamento é postergar a ejaculação. Um exemplo é apertar a glande peniana quando perceber que se vai gozar, ou comprimir vigorosamente o períneo. Outra técnica utilizada é aprender a desviar o pensamento durante o ato sexual para outra coisa que não o excite. Hoje em dia também existem tratamentos medicamentosos com boa taxa de melhora. Assim, sempre é importante que, notando-se os sintomas, se procure um médico especializado para avaliar qual o melhor tipo de tratamento para o seu perfil.

4. Caso a pessoa tenha uma DST, o que ela deve fazer ?

Existem diversos tipos de doenças sexualmente transmissíveis e o contágio ocorre mediante contato íntimo e troca de secreções contaminadas. É importante que uma pessoa infectada consulte um médico e realize o tratamento adequado, que poderá promover a cura ou o controle da doença (como no caso do HIV). Além disso, essa pessoa deverá utilizar métodos de barreira (preservativo) para evitar novos contágios e/ou disseminação da doença.

5. Quais são os sinais de que a pessoa tem AIDS?

No início da patologia, quando o paciente é apenas portador do vírus HIV, não existem sintomas específicos da doença. Quando o vírus é transmitido podem ocorrer sintomas semelhantes a um quadro gripal, como febre, dores no corpo, aumento de gânglios e dor de cabeça. Porém esses sintomas duram um curto intervalo de tempo (cerca de 10 dias) e a pessoa fica assintomática por até vários anos. Após um período de tempo, que varia de um paciente para o outro, podem aparecer os sintomas da imunodeficiência como pneumonias, tuberculose, emagrecimento… Porém essa doença é silenciosa, e caso existam dúvidas relacionadas à possibilidade de contágio, o paciente deverá consultar um médico e solicitar a sorologia (teste sanguíneo).

Se você tiver mais dúvidas, envie para a gente que os especialistas respondem!

Consultoria: Gustavo Maximiliano, ginecologista, obstetra e sexólogo. Contato: (11) 2996-5549 Site: drgustavo.com.br

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