Filhos viciados em videogame

Filhos viciados em videogame

Foto: Thinkstock/Getty Images

Jogar videogame é uma atividade prazerosa para crianças e adolescentes. Porém, é importante tomar cuidado e abrir os olhos para que jogos não se tornem um vício, já que pode prejudicar a formação dos seus filhos. O que fazer quando a diversão vira algo nocivo? Veja algumas dicas de como ajudar seus filhos a entender os limites entre diversão e obrigação:

Efeito nocivo

Para saber se o excesso de videogame está fazendo mal a seus filhos, o psicólogo Tiago Tamborini exemplifica alguns sintomas: “O efeito pode ser nocivo quando a frequência causa prejuízos significativos em outras áreas da vida: dificuldades de socialização, dificuldades para dormir, irritabilidade, apatia, dores de cabeça, fobias vinculadas aos temas dos jogos – medos para dormir e medos para sair de casa”.

Será que é vício?

Como descobrir se o seu filho está passando noites em claro por causa do videogame? “É um diagnóstico delicado. Para cada jovem existirá um limite. Aqueles que conseguem fazer do videogame parte de suas atividades de lazer, sabendo conciliar com outras atividades prazerosas, sem esquecer das obrigações, podem ficar horas jogando e não representar um problema. No entanto, jovens que só entendem o videogame como diversão, não escolhem outras formas de socialização e não executam suas tarefas ligadas as obrigações, estão, claramente, precisando diminuir o uso”, diz o psicólogo. Preste atenção nas atividades rotineiras de seus filhos e fique esperta – ele pode estar deixando muitas coisas de lado para se dedicar aos vícios.

Como lidar com a situação?

Se a situação saiu do controle e seus filhos perderam a noção de limite, o caminho é o diálogo. “Os pais devem dar bons exemplos, incentivar hábitos ligados ao esporte, proporcionar atividades com os colegas e acompanhar de perto o desenvolvimento do filho”, conta Tiago. A psicopedagoga Betina Serson aconselha: “Primeiro deve-se conversar com o filho e aos poucos ir diminuindo o tempo que ele passa com os jogos. Se não adiantar, é bom colocar limites muito claros e com tempo para os jogos, tanto no computador quanto no videogame”.

Influência dos amigos

Na maioria dos casos, os amigos influenciam bastante nas decisões dos adolescentes. “Há o incentivo dos amigos, de maneira direta ou indireta. Direta, quando todos jogam juntos online ou presencialmente. Indireta quando, ao saber que todos conhecem e jogam, também é preciso conhecer e jogar. Quanto a isso, não há saída. Sugiro que ao menos incentive que os jogos sejam jogados presencialmente com os colegas. Assim, pelo menos, fica mais fácil criar situações comuns a convivência, como: discussões, troca de ideias, organização, saber dividir, entre outros”, reforça o psicólogo. Betina também complementa que os pais podem conversar com outros pais: “É possível conversar com os outros pais para ver se também está atrapalhando. Se estiver, os pais precisam ter regras conjuntas para limitar os videogames”.

 

Consultoria: Betina Serson, psicopedagoga e autora do livro “Seja o heroi dos seus filhos”.
Tiago Tamborini, psicólogo de crianças e adolescentes. Site: www.papofamilia.com.br

 

 

Mais lidas