Exercícios para a tireoide

Embora os estudos que avaliam o desempenho da tireoide no contexto da atividade física ainda sejam controversos, os pesquisadores são unânimes em concordar que, durante os exercícios, o nível de produção do hormônio estimulante da tireoide (TSH) é alterado, possivelmente pela necessidade de o corpo aumentar seu metabolismo. A seguir, confira a opinião de um especialista sobre o assunto.

Acelere o organismo

Os exercícios aeróbicos ajudam no controle hormonal e, portanto, também da tireoide. A melhor escolha é alternar exercícios de impacto, como caminhada e corrida, com exercícios de pouco ou nenhum impacto, como bicicleta e hidroginástica, e praticar musculação, essencial para aumentar a massa muscular.

 

Mulher correndo

Foto: Thinkstock/Getty Images

“Quanto mais músculos o corpo tem, mais acelerado é o metabolismo e maior é a queima de calorias em repouso e durante os exercícios”, diz o personal trainer Carlos Henrique de Oliveira Vidal.

Mas antes de iniciar qualquer atividade, é fundamental fazer uma avaliação física com teste cardíaco, além de saber junto ao médico quais os exercícios mais indicados e qual a frequência cardíaca máxima que pode ser atingida sem prejudicar a saúde. “O controle cardíaco é fundamental para evitar desequilíbrios hormonais”, ressalta.

Amenize os sintomas

Muitos estudos apontam que vencer o sedentarismo, entre outras mudanças, altera os níveis de tri-iodotironina (T3) e tiroxina (T4), provavelmente devido à necessidade energética das células.

Os exercícios também ajudam no combate aos sintomas tanto do hipo como do hipertireoidismo, contribuindo para a manutenção do corpo como um todo. “Ajudam a evitar ganho de peso excessivo, já que aumenta o gasto calórico; melhora o condicionamento físico; promove bem-estar físico e mental; controla os níveis de colesterol; aumenta a força muscular e é fundamental para o ganho de massa magra e manutenção da massa óssea”, lista Vidal.

Linha zen

As alterações de tireoide têm crescido – e também os seus diagnósticos – nos últimos anos, especialmente entre as mulheres, por causa do ritmo de vida intenso e estressante. Essa condição de tensão pode favorecer a desregulação hormonal.

Visando equilibrar esse aspecto da vida, a ioga pode surgir como uma grande aliada. “Suas técnicas de respiração, meditação e exercícios promovem o relaxamento do corpo, reduzindo a frequência cardíaca, melhorando a respiração e minimizando a liberação crônica de hormônio, nos casos em que o problema é o seu excesso. Tonifica os músculos e reduz a ansiedade, auxiliando na perda de peso, uma luta para quem sofre com o metabolismo preguiçoso”, diz o personal.

Acredita-se ainda que alguns exercícios de ioga massageiam a glândula e ajudam a regular suas funções, porém, a suspeita ainda requer evidências científicas.

O excesso faz mal

No caso do hipertireoidismo, no qual o metabolismo já se encontra acelerado pela superprodução dos hormônios da tireoide, o ideal é checar com o médico qual a melhor prática de exercícios. “Geralmente, meditação, alongamento e relaxamento são os mais adequados, uma vez que requerem menos energia e menor gasto calórico”, orienta o especialista.

Comece já!

Seja para prevenir ou ajudar no tratamento, praticar atividades físicas regularmente é fundamental em qualquer situação. A indicação dos melhores exercícios e respectivas frequências depende da condição física e de saúde de cada indivíduo.

“Porém, de modo geral, recomenda-se aos sedentários começar aos poucos: caminhadas moderadas, com duração de 30 minutos, pelo menos três vezes por semana”, orienta Vidal. Com o progresso no exercício, a intensidade deve aumentar e o tempo de duração também.

 

 

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