Exercícios físicos no inverno

Exercícios físicos no inverno

Foto: Thinkstock/Getty Images

Você pratica exercícios físicos religiosamente, sempre está de olho nas calorias gastas, mas basta os números do termômetro caírem um pouco e a preguiça de se exercitar toma conta do seu corpo. Não é raro conhecer pessoas que são verdadeiros atletas no verão e ursos hibernados na época do inverno.

Segundo o professor de educação física Marcus Mattos, os benefícios alcançados com as atividades físicas começam a se perder já com duas semanas de inatividade. “Aguardar passar a estação mais fria pode representar voltar quase ao seu nível inicial de treinamento”, ressalta o profissional. A fisioterapeuta Patrícia Suassuna explica o que acontece com nosso organismo: “A lei do nosso corpo é economizar energia. Se você está sem fazer alguma atividade, não há necessidade de manter uma musculatura forte sem ser utilizada. Desta forma o músculo vai enfraquecendo e ficando apenas com a força necessária para o que utilizamos no dia a dia”.

Inverno X Verão

Com o frio, o organismo tende a gastar mais energia para manter a temperatura média do corpo, entretanto, os efeitos dos exercícios praticados na estação fria acabam sendo os mesmos dos de verão. “É verdade que no inverno se consome mais calorias, porém, ao iniciar os exercícios, a temperatura já tende a subir naturalmente, não aumentando com isso o gasto calórico da atividade”, destaca Mattos. O especialista lembra ainda que em casos de atividades ao ar livre pode haver um pequeno gasto calórico maior, porém nada significativo.

Não existe uma atividade física mais indicada para a prática durante o inverno. Mas mesmo assim, algumas adaptações podem ser necessárias, devido às condições climáticas. A natação, por exemplo, se não for praticada em uma piscina aquecida, fica muito mais difícil.

Seguindo em frente!

Ok, você não se deixou intimidar e seguiu com os exercícios. Mas será que as atividades devem ser iguais às praticadas nos dias mais quentes? De acordo com Patrícia, devido à queda de temperatura e à necessidade de manter o corpo aquecido, uma série de alterações ocorrem no corpo, entre elas: maior rigidez muscular, diminuição da oxigenação dos tecidos e aumento da viscosidade dos líquidos que circulam nas articulações. Como consequência, essas mudanças irão promover uma diminuição da elasticidade de ligamentos e tendões, além de menor flexibilidade muscular. “Iniciar uma atividade sem uma preparação adequada aumenta o risco de se lesionar”, enfatiza a fisioterapeuta.

Preparar-se para as atividades exige aquecimento e alongamento prolongado

“A preparação aumenta a temperatura corporal e reverte todas as alterações citadas anteriormente, possibilitando que o corpo funcione com maior eficiência e potência muscular”, afirma a especialista.

Também é importante a atenção com a vestimenta. Principalmente atividades ao ar livre requerem roupas e sapatos apropriados para a temperatura. Com as temperaturas baixas, o organismo tende a diminuir o fluxo sanguíneo nas extremidades, isto é, pés, mãos e cabeça, o que pode gerar a diminuição da sensibilidade e até causar lesões na pele. Por isso, luvas, meias e gorros sempre às mãos!

Dica: No inverno, recomenda-se fazer um aquecimento entre 10 e 15 minutos antes das atividades

Dicas para mandar a preguiça embora

Troque as atividades ao ar livre por espaços fechados, como academias e clubes que possuem climatização.

– Lembre-se dos abusos das comidas calóricas e tenha mais um motivo para se exercitar.

– Prefira os horários de sol mais quente, não necessariamente ao meio dia, mas momentos em que o calor dos raios estimule seus músculos aos exercícios. Não esqueça o protetor solar!

– Ouça músicas animadas que estimule você a dançar.

– Chame um colega ou forme um grupo de amigos com o mesmo objetivo.

– Pense que começando agora, dá para chegar ao próximo verão bem melhor e mais em forma que o verão passado.

Consultoria: Marcus Mattos, professor de educação física do Espaço Stella Torreão, no Rio de Janeiro (RJ) e Patrícia Suassuna, fisioterapeuta do Centro Multidisciplinar da Dor, no Rio de Janeiro (RJ)

Mais lidas