Consulta com José Bento

Consulta com José Bento  

Dor nas relações sexuais

A dispareunia é um transtorno sexual caracterizado pela sensação de dor genital durante o ato sexual. Pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres, mas é mais comum entre as mulheres.

Temos diversos tipos de dispareunia, entre eles:

• Primária: quando acontece desde a primeira relação ou tentativa de relação sexual;
• Secundária: as relações sexuais eram normais e, a partir de determinada época, passaram a causar desconforto/dor;
• Situacional: a dispareunia ocorre apenas em determinadas ocasiões ou certos parceiros;
• Generalizada: a mulher é incapaz de conseguir qualquer tipo de penetração, sem que essa se acompanhe de desconforto.

A dispareunia pode ser causada por fatores orgânicos ou psicológicos. Importante destacar que o distúrbio se origina na interação de um conjunto de fatores e não de uma causa isolada. Entre eles:

• Infecções genitais, tais como candidíase (monilíase), tricomoníase, etc.
• Doenças de pele que acometem a região genital: foliculite, pediculose púbica (“chato”), psoríase;
• Doenças sexualmente transmissíveis, como cancro mole, granuloma inguinal, etc;
• Infecção ou irritação do clitóris;
• Doenças que acometem o ânus;
• Irritação ou infecção urinária;
• Dificuldade em compreender e aceitar a sexualidade de uma maneira saudável;
• Crenças morais e religiosas muito rígidas;
• Educação repressora;
• Medos e tabus irracionais quanto ao contexto sexual;
• Falta de desejo em fazer sexo com o(a) parceiro(a);
• Medo de machucar o bebê, quando durante a gestação;
• Falta de informação;
• Traumas infantis relacionados à sexualidade;
• Sentimento de culpa na vivência da sexualidade.

O primeiro passo para o tratamento é consultar um ginecologista , ele tentará identificar os fatores orgânico e psicológicos, e então teremos as propostas de tratamento.

O tratamento inclui por ser uma síndrome psicofisiológica – conjunto de problemas físicos e psicológicos -, não adianta olhar a mulher somente como um organismo ou somente como um ser psíquico. Os dois atuam juntos ao mesmo tempo. Assim, uma equipe de vários profissionais (ginecologista, urologista e psicoterapeuta) também se faz, na maioria das vezes, necessária.

Causas
O distúrbio se origina na interação de um conjunto de fatores. Entre eles:

Orgânicas: irritação no clitóris ou infecções genitais (candidíase, tricomoníase, etc.); doenças de pele que atingem a região genital (foliculite, pediculose púbica ou chato e psoríase); DSTs; doenças no ânus e infecção urinária.

Psicológicas: culpa ou dificuldade em compreender a sexualidade de uma maneira saudável; crenças morais e religiosas muito rígidas; educação repressora; medos e tabus irracionais; traumas e falta de desejo pelo parceiro.

Quais os principais sintomas das hemorróidas? Criam-se caroços externos?

As hemorróidas são formações vasculares anatómicas normais presentes no canal anal desde a infância que contribuem para a continência anal e que podem ser responsáveis pelo aparecimento de manifestações clinicas, falando – se então em doença hemorroidária.As hemorróidas podem ser internas ou externas conforme se localizam dentro ou fora do ânus.

A doença hemorroidária é uma das patologias mais frequentes e que mais vezes leva o doente a uma consulta de proctologia. É comum em ambos os sexos prevendo – se que metade da população por volta dos 50 anos sofra de hemorroidas .

Fatores de piora:
Maus hábitos intestinais – obstipação e/ou diarreia
Dificuldade de evacuação
Gravidez, parto, fase pré – menstrual do ciclo
Factores alimentares – alcool, picantes ….
Posição sentada durante muitas horas
Sedentarismo

O tratamento tem como objetivo o alívio inicial dos sintomas:
1 – regularização do trânsito intestinal (dieta rica em fibras e água, evitar álcool e picantes)
2 – banhos de assento com água morna
3 – Evitar esforços defecatórios excessivos
4 – Combater o sedentarismo
5 – Evitar posição sentada contínua
6 – Medicação: – medicamentos flebotónicos (por ex. Daflon)
– anti-inflamatórios
– tópicos anti – hemorrodários (pomadas ou supositórios).

E em casos específicos deve-se submeter o paciente a cirurgia. Procure um proctologista e avalie o que é melhor para você.

Existe cura para ovário policístico?

A síndrome do ovário policístico (SOP), também conhecida como Síndrome de Stein-Leventhal é a endocrinopatia mais comum entre as mulheres caracterizada por diminuição ou até ausência demenstruação, sinais clínicos ou bioquímicos de aumento de testosterona, como presença de pêlos e ovários policísticos.

A causa da (SOP) ainda não é bem esclarecida porém sabe-se que ocorre uma desordem em quatro compartimentos endócrinos: ovários, glândulas supra- renais, pele e tecido adiposo, eixo hipotálamo-hipofisiráio.

Os sintomas mais característicos são alterações menstruais, aumento de pêlos, acne, obesidade, acantose nigricans, calvície androgênica, hipertensão arterial e resistência a insulina.

As formas de tratamento devem ser analisadas caso a caso, de acordo com os sintomas da paciente. Muitas delas são de efeito mais estético que terapêutico, já que a síndrome não tem cura. Embora alguns sintomas possam ser tratados como doenças isoladas (acne, por exemplo), não é recomendável fazer essa medicação específica, pois ela não atua na origem da SOP, tendo efeito apenas superficial.

As formas de tratamento mais comuns são:
– exercícios físicos regulares
– dieta de emagrecimento ou específica para diabéticos
– uso de pílula anticoncepcional específica para SOP, que atua também nos problemas de acne e hirsutismo, além de regular o excesso de testosterona
– uso de hipoglicemiantes orais
– uso de estimulantes da menstruação
– caso a paciente deseje engravidar, uso de clomifeno para reverter a infertilidade
– depilação dos pelos que a paciente considerar excedentes
– uso de cosméticos específicos para diminuir a acne
– psicoterapia para controle do estresse e redução da ansiedade causada pelas mudanças corporais.

Texto: Aline Mendes
Foto: Divulgação

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