Como perder peso sem passar fome

O sucesso da dieta não depende somente da quantidade de calorias ingeridas ao longo do dia e da frequência com que você pratica exercícios físicos. Outro fator que contribui (e muito!) para eliminar as gordurinhas é o horário escolhido para consumir determinados alimentos como carboidratos, doces, gorduras… Sabendo comer essas e outras delícias no momento certo, você combate o aumento dos ponteiros da balança e favorece a absorção dos nutrientes pelo organismo.

“O corpo se acostuma com os estímulos que lhe são fornecidos, entre eles os horários da alimentação. Quando se cria uma rotina saudável, as funções fisiológicas são melhor reguladas e o organismo consegue utilizar os nutrientes fornecidos de forma mais eficiente”, explica Bruna Pineda, nutricionista de São Paulo.

 

Prato de comida

Foto: Gisele Tesser/Colaboradora

Perigo oculto

Segundo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, manter o hábito de beliscar comida várias vezes ao dia pode ser pior para a dieta do que consumir alimentos gordurosos. Isso acontece por uma simples razão: o corpo precisa ser abastecido na hora certa e com os ingredientes adequados!

O bom funcionamento do organismo, assim como a perda de peso eficiente, depende dos hormônios. Eles ajudam na digestão dos alimentos, na absorção de nutrientes, mantêm o metabolismo trabalhando a todo vapor e combatem o acúmulo de gordura e açúcar no sangue.

Só que os hormônios desempenham melhor suas tarefas quando acostumamos o corpo com horários pré-determinados, por isso os profissionais da área da saúde recomendam que todas as pessoas façam de cinco a seis refeições por dia e optem por consumir alimentos mais pesados na parte da manhã.

Relógio alimentar

Manhã

Depois de ficar em repouso por muito tempo, para despertar o metabolismo e garantir a disposição, é importante consumir alimentos capazes de fornecer energia! Na lista dos queridinhos está o chá verde que, além de ser diurético, tem ação antioxidante e ajuda a derreter os pneuzinhos. Outro ingrediente essencial é o carboidrato, que deve ser ingerido em forma de pão integral.

Anote a quantidade: no máximo, duas fatias. Incluir frutas no café ou lanche da manhã, por exemplo, é uma ótima maneira de saciar a fome até o horário do almoço. Se você pratica atividades físicas durante esse período, a nutricionista Soraia Azzuz, de São Paulo, recomenda adicionar à frutinha ou ao suco escolhido canela em pó, pois ela não deixa seu pique cair na academia. Sugestão: a especiaria cai bem com banana amassada aquecida no micro-ondas.

Para quem gosta de doce, uma boa notícia: aproveite até o almoço para comer um pedaço de bolo ou um bombom. Mas não faça disso um hábito: cometa esse “pecado” até duas vezes por semana.

Tarde

Para o almoço, estão liberados todos os grupos alimentares: gorduras (boas), verduras, legumes, carboidratos, proteínas e até frutas, desde que consumidos com bom-senso. No caso das gorduras, elas entram no cardápio em forma de tempero para saladas, como o azeite extravirgem, por exemplo.

Em relação às verduras e aos legumes, a nutricionista Bruna sugere ingeri-los antes do prato principal, pois são alimentos ricos em fibras, que garantem saciedade prolongada – fazendo você comer menos o prato principal – e reduzem a absorção de gordura pelo organismo.

Para não errar na escolha do carboidrato, prefira arroz e massas integrais e lembre-se de não exagerar na quantidade: 3 colheres (sopa) de arroz ou 1 pegador (cheio) de macarrão supre as necessidades do corpo e ajuda a matar a fome. Dica de ouro: não consuma mais de um alimento do mesmo grupo por refeição! Por exemplo, batata + arroz, mandioca + macarrão… Escolha apenas um tipo e deixe o outro para o dia seguinte.

Já as proteínas têm função estrutural, auxiliando na manutenção dos tecidos e na formação de massa muscular. Por isso, é essencial consumir uma fonte de proteína depois de fazer exercício.

Por fim, se você não abre mão da sobremesa, as frutas são ótimas aliadas para essa hora do dia. Isso porque elas possuem frutose, um açúcar natural que ameniza a vontade de comer doce, sem adicionar calorias no fim do dia.

 

Mulher comendo frutas no espetinho

Foto: Glow Images/LatinStock

Noite

A partir das 18h, o organismo começa a pisar no freio, ou seja, o metabolismo passa a funcionar de forma mais lenta se comparado com a manhã e a tarde. O gasto energético também é reduzido, portanto, nada de ingerir alimentos gordurosos, calóricos demais e de difícil digestão.

O prato do jantar deve conter hortaliças, legumes crus ou cozidos e uma fonte de proteína – frango ou peixe, de preferência. Outra refeição magrinha e saborosa é a sopa de legumes com carne magra, sem macarrão ou qualquer outra fonte de carboidrato.

“Se a pessoa pratica atividade física no período noturno, o ideal é não restringir o carboidrato. Caso contrário, ela pode reduzir e até anular a ingestão desse nutriente, já que sua função para esse horário não é tão significativa”, ressalta Bruna.

 

Consultoria: Bruna Pineda e Soraia Azzuz, nutricionistas de São Paulo

 

 

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