Como orientar os filhos na internet

Como orientar os filhos na internet

Foto: Ron Chapple/Glow Images/Latinstock

O mundo virtual pode trazer deslumbres para as crianças e adolescentes. Um mundo novo, cheio de possibilidades e que pode proporcionar horas de diversão. No entanto, é importante entender que o acesso livre à internet pode trazer riscos, principalmente nas redes sociais e sites de relacionamento. Situações constrangedoras, difamação, vírus no computador e invasão de privacidade são alguns dos problemas que podem ser evitados com a ajuda dos pais. Confira dicas de especialistas e saiba como orientar os jovens na web:

Compartilhando senhas

Eliana de Barros, psicóloga e diretora do Colégio Global (SP), afirma que conhecer as senhas dos filhos não é a melhor maneira de garantir a segurança na internet: “Aposto mais em uma relação menos de `policiamento´ e muito mais de parceria, compromisso e confiança. Naturalmente esta relação tem início e vai além das questões de segurança na internet. É uma questão de relacionamento franco e próximo com os filhos”. Para a especialista, a criança ou adolescente pode trocar de senha com facilidade ou até mesmo omitir outro e-mail.

Fases de crescimento

Até os 10 anos de idade, a criança ainda é muito pequena para discernir o que é certo e errado, portanto o monitoramento dos pais é essencial. Já dos 11 aos 13, o interesse pelo uso da internet aumenta e os jovens tendem a passar mais horas na frente do computador. Segundo a educadora Maria Edna Scorcia, diretora do Colégio Joana D´Arc (SP), os pais devem acompanhar os filhos, mas de forma mais sutil: “Eles já não devem ficar ao lado dos filhos, mas os computadores devem, de preferência, ficar em locais de uso comum da família. Crianças desta faixa são ainda vulneráveis e os pais devem se mostrar sempre dispostos a ouvir a criança quando ela tem dúvidas ou algum desconforto junto à rede. Fazer uma lista de precauções junto com seus filhos pode ser uma ideia interessante e não muito invasiva”.

A partir dos 14 anos, a privacidade do jovem deve ser mais respeitada, já que na fase da adolescência se cria um interesse maior pelas redes sociais e sites de relacionamento. Nessa fase, os pais devem impor condições e obrigações, como fazer o dever de casa. “Demonstre interesse para os assuntos que ele diz ter visto na internet e faça reflexões sobre os assuntos que ele trouxer. Cuide para não expor o adolescente comentando sua atividade digital e lembre-se de que sua função é apenas garantir a segurança dele e não `bisbilhotar´ sua intimidade. Não tente fazer parte das comunidades digitais que seu filho pertence, este é um comportamento visto como invasivo por eles”, explica Eliana Barros.

Diálogo é solução

A orientação dos pais é imprescindível para que o jovem se sinta mais seguro e à vontade para compartilhar informações que ele considere importante. É também necessário ser firme e alertar os filhos sobre os riscos de disponibilizar informações pessoais na internet, estabelecendo regras quanto ao uso. “As crianças e os jovens devem ser sensibilizados desde muito cedo ao uso responsável da internet. A escola, neste sentido, deve ser aliada dos pais e também vínculo de informação e formação sobre o uso criativo e seguro dessa ferramenta”, aponta Maria Edna.
Consultoria:

Eliana de Barros Santos – psicóloga e diretora do Colégio Global
Telefone: (11) 3673-3577
www.colegioglobal.com/global

Maria Edna Scorcia – educadora do Colégio Joana Darc
Ensino Infantil, Fundamental e Médio Maria Edna Scorcia
Telefone: (11) 2714-4255
www.colegiojoanadarc.com.br

 

Mais lidas