Como lidar com o complexo de inferioridade

Mulher triste com a mão no rosto

Foto: Shutterstock Images

Pessoas pessimistas e com baixa autoestima geralmente se sentem inferiores aos outros e sofrem muito com pensamentos negativos.  Isso pode acarretar em problemas psicológicos mais graves, como o complexo de inferioridade. Segundo a mestre em psicologia clínica e doutora em ciências sociais Jurema Teixeira, esse complexo é um conjunto de sentimentos e percepções negativas que uma pessoa tem de si mesma.

Para identificar se você tem esse complexo, veja as dicas da psicóloga e saiba como lidar com esse problema.

Por que isso acontece?

De acordo com a especialista, a pessoa com complexo de inferioridade acredita que é ruim em todas as áreas e sempre se compara com os outros.  “O motivo é individual, mas podemos pensar, a partir da psicanálise, que as causas estão na infância. Algo aconteceu ou constitui relações com as principais pessoas da sua vida, que sempre espelharam de forma negativa para esta pessoa”.

Como identificar?

É muito fácil perceber se a pessoa apresenta características de quem tem complexo de inferioridade. A psicóloga lista as principais:

– A pessoa não acredita em si mesma e sente-se incapaz;

– Acredita que nada vai mudar;

– Vê sempre o lado sombrio da vida;

– Apresenta uma percepção negativa sobre qualquer coisa;

– Acha que não vai dar conta da vida.

Tratamento

Jurema afirma que a ajuda de um psicólogo é imprescindível: “As pessoas  devem procurar ajuda especializada com psicólogos. Ao fazer uma psicoterapia ou uma análise com profissional competente, o indivíduo consegue entender a causa do problema e, gradativamente, vai mudando”.

No entanto, não é somente o psicólogo que deve fazer sua parte. A pessoa que sofre com baixa autoestima deve se esforçar e tentar ao máximo reavaliar suas atitudes e visões de mundo. “Além da psicoterapia, a pessoa pode confrontar a sua percepção com aquilo que os outros , ao redor, acham dela. Dessa forma, ela pode se  surpreender positivamente”, completa a especialista.

O importante é olhar para si e valorizar seus pontos fortes e qualidades. Lembre-se que alguns problemas são passageiros e para quase tudo na vida há solução. Uma boa alternativa é conversar com pessoas próximas e queridas – a ajuda de amigos e familiares é fundamental!

 

 Consultoria: Prof. Dr. Jurema Teixeira – mestre em psicologia clínica e doutora em Ciências Sociais e coordenadora do curso de psicologia da UNIBAN- Osasco

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