Como lidar com a rejeição

A rejeição não é um problema fácil de resolver: por ser uma questão muito delicada, que envolve medos e receios, é necessário que a pessoa rejeitada busque o autoconhecimento e, principalmente, a ajuda de pessoas queridas. O psicólogo Alexandre Bez fala sobre esse sentimento e propõe soluções para quem se sente deslocado ou rejeitado:

Como tratar?

Segundo o especialista, a rejeição está intimamente ligada aos medos do fracasso e do insucesso pessoal. “A rejeição está conectada em tempo real com as nossas frustrações e desilusões. O primeiro passo é compreender que você é especial e que ‘não precisa do outro’ para se firmar no seu espaço”, revela.

 

Mulher triste

Foto: Thinkstock/Getty Images

Alexandre também aponta que o segundo passo é buscar a autovalorização: “Muitas vezes, essa tarefa não é tão simples de ser realizada. O nível de dificuldade pode ser altíssimo e envolve resgatar uma alma sofrida emocionalmente, em que o processo de cicatrização das feridas depende unicamente do indivíduo e do auxílio de um terapeuta, em alguns casos”.

Por último, o psicólogo explica que a pessoa rejeitada deve buscar o fortalecimento do ego e da autoestima: “O ideal é aprender a se gostar e a se valorizar diante de suas próprias características emocionais e físicas, sem alterar nada para agradar alguém”.

Para conseguir um resultado eficaz, é recomendável buscar ajuda de um psicoterapeuta. ”Na análise, a pessoa irá aprender a se fortalecer emocionalmente e, com isso, se esquivar de relacionamentos cujo legado após o término será apenas sofrimentos e angústia”, aconselha o especialista.

Consequências da rejeição

Sem a ajuda adequada, a rejeição pode trazer consequências bem mais graves, como transtornos de ansiedade,  desavenças familiares, entre outros. “Conflitos psicológicos ocasionados pela desilusão, podem acarretar em manifestações físicas. Quem não tem uma estrutura relativamente adulta pode entrar em sérios quadros de depressão”, pontua o psicólogo.

O poder dos familiares

A ajuda da família ou de pessoas queridas pode ser muito satisfatória no tratamento contra a rejeição. “A companhia sempre é a melhor dica. Mostrar aos seus parentes e amigos que você está tentando melhorar e não ter medo de pedir ajuda quando sentir necessidade é essencial”, revela Alexandre.

Dicas essenciais

– Tentar levantar as causas do início do problema: relacione com a atualidade e veja se melhorou ou não;

– Não abrir mão de suas particularidades: se você contar tudo ao companheiro e ele te deixar, você pode se sentir traída;

– Consultar um terapeuta: a análise pode ajudar a te deixar mais forte e com menos influência da rejeição.

 

Consultoria: Alexandre Bez, psicólogo e escritor

Site: www.alexandrebez.com.br

 

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