Como ensinar boas maneiras aos filhos

Como ensinar boas maneiras aos filhos

Foto: Thinkstock/Getty Images

Ser mãe não é apenas tratar os filhos com amor e carinho: é preciso ensiná-los a conviver em sociedade e apontar o que é certo ou errado. O papel fundamental da família é educar as crianças para que elas cresçam aprendendo a respeitar o próximo. As educadoras Eliana de Barros e Maria Cristina da Rocha explicam a importância de ensinar boas maneiras para os filhos desde o nascimento:

Idade certa

Não existe uma idade certa para começar a educar os filhos. Desde o nascimento, os pais já precisam tomar cuidados com suas atitudes: “As boas maneiras não são na verdade ensinadas, elas são ‘incorporadas’ ou ‘imitadas’. Portanto, a partir do nascimento, a criança começa a perceber e tomar contato com o ambiente que a cerca e como ele funciona. Se for um ambiente agressivo ela tende a  se desenvolver utilizando a agressividade como forma de comunicar os seus sentimentos”, conta Eliana.

Ensinando boas maneiras

Mostrar aos filhos o que é certo ou errado e o que deve ou não ser feito parece uma tarefa complicada. No entanto, atitudes simples já podem ajudar na formação da criança: “Nossos filhos, desde bebês, nos observam e seguem nossas ações como modelos. Então, se nos relacionamos bem entre os adultos da casa e do seu convívio, mostramos regras de boas maneiras. Saudar as pessoas ao chegar e quando se retiram, tratar com respeito todas as pessoas, dirigir-se às pessoas com palavras educadas e usar o ‘por favor’, ‘com licença’, ‘obrigado’ e ‘desculpe’ são bons exemplos”, revela Maria Cristina. Ela ainda completa: “Os pais são agentes formadores de opinião e devem proceder de modo educado para que seus filhos se espelhem neles. São as ações do cotidiano que nossos filhos devem adotar como hábito”.

Vida social

Para que os filhos tenham uma boa educação, também é necessário que os pais aprendam a “chamar a atenção”: “Os pais devem ‘grifar’ algumas palavras e chamar a atenção das crianças para o uso de palavras que traduzam as boas maneiras e, além de tudo, orientar a criança quanto à forma de se comportar em diferentes ambientes sociais”, revela Eliana. “É importante que a criança perceba a necessidade de adotar comportamentos e vestimentas distintas em lugares distintos; se você está no seu quarto, o seu comportamento é diferente de quando você está na sala dividindo o espaço com os demais membros da família; se você vai ao shopping você usa um tipo de roupa diferente daquela que utiliza para ir a uma festa e assim por diante. Cabe à família dizer e mostrar à criança qual é o código”, complementa a educadora.

O papel da escola

A educação de base sempre vem de casa, mas a escola também é um espaço que pode auxiliar na formação do indivíduo. “A parceria Escola-Família é fundamental para que as crianças desenvolvam a habilidade de se relacionar harmoniosamente com outras pessoas fora de seu convívio habitual e se sintam seguras em situações sociais”, aponta Maria Cristina.  Enquanto a família é formada por poucos integrantes e por pessoas mais próximas, a escola é um ambiente que exige um esforço extra da criança: “A escola é um ambiente social mais formal e maior onde a criança irá exercitar suas relações de amizade, de colaboração, disputa e respeito ao direito do outro. É onde ela inicia suas relações sociais de forma independente da família e o professor deve agir como orientador sinalizando os acertos e erros na condução das relações”, explica Eliana.

Atividades prazerosas

A criança também pode aprender boas maneiras interagindo com os colegas e praticando atividades em grupo que lhe proporcionam diversão. “É importante lembrar que a criança tem dificuldade em identificar e expressar o que sente; por ser emocionalmente imatura, ela às vezes se comporta mal, isto é, fica triste e agride o colega. Os jogos de faz-de-conta ou dinâmicas onde ela reconhece e nomeia suas emoções são de grande importância para ajudá-la a se comportar de forma assertiva e aumentar a possibilidade dela se relacionar melhor com todos”, revela Eliana.

 

Consultoria: Eliana de Barros Santos
www.colegioglobal.com
Ensino Bilíngue/Ensino Convencional

Maria Cristina da Rocha Barros Teixeira Costa – Professora do 4º ano do Colégio Nossa Senhora do Morumbi

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