Cistite: principais causas e tratamentos

Por razões anatômicas e de rotina, as mulheres são as maiores vítimas da cistite, infecção urinária bastante comum. Conheça os sinais de alerta, as formas de prevenção e saiba como certas atitudes podem evitar o problema ao longo da vida.

O que é?

Segundo o ginecologista Daniel Pereira Silva, a cistite é “um processo inflamatório, normalmente infeccioso da bexiga”, isto é, uma das infecções urinárias mais frequentes, que atinge principalmente as mulheres.

 

Mulher sentindo dor

Foto: Thinkstock/Getty Images

“As mulheres ingerem menos líquidos do que os homens e a uretra feminina está localizada entre o ânus e a vagina, sendo menos comprida que a masculina e tornando-a mais suscetível a infecções. De fato, os homens estão mais protegidos porque bebem mais líquidos e os eliminam em maior quantidade”, explica o especialista.

O urologista Dr. Ricardo Felts de la Roca complementa: “Nas mulheres, o risco de ter cistite é maior, especialmente na menopausa por alterações provocadas pela baixa taxa hormonal”.

Principais causas

Não há uma causa específica para o surgimento da cistite. “É geralmente uma infecção causada por bactérias naturais do trato gastrointestinal que se proliferam na área do períneo e chegam até o sistema urinário”, comenta o urologista.

Os principais sintomas que podem ser observados são:

– Dor localizada no baixo ventre;

– Ardor ao urinar;

– O indivíduo passa a urinar com frequência;

– Urgência em ir ao banheiro.

Dica: se houver febre ou dor na lombar, pode ser uma infecção urinária. Procure um ginecologista ou urologista para fazer exames!

Tratamento

Conhecidos os sinais de alerta, é aconselhável fazer uma visita ao médico, sobretudo, quando a frequência da cistite é de pelo menos uma vez por mês. Quando não é diagnosticada e tratada corretamente, a cistite pode tornar-se um problema sério, evoluindo ou escondendo outras doenças, como uma “infecção no rim, que pode até levar à diálise”, alerta o ginecologista.

O tratamento adequado consiste em eliminar a infecção bacteriana por meio de antibióticos. O médico também pode prescrever remédios que diminuam a dor e outros sintomas, como antiinflamatórios e antiespasmódicos. “Não se deve, de jeito nenhum, interromper o tratamento com antibióticos sem antes  notificar seu médico, por conta do risco de se criar resistência bacteriana, o que pode gerar uma infecção generalizada e até mesmo a morte”, alerta o Dr. Ricardo.

 

Mulher bebendo água

Foto: Shutterstock Images

Métodos preventivos

“A mulher deve ter uma garrafa de água no trabalho, que a faz lembrar de que deve ingerir líquidos”, indica o Dr. Daniel. Tal como a hidratação, a higiene é fundamental como medida preventiva e o conselho é de que ela não deve ser nem excessiva nem mínima.

Sentir dores durante ou após o ato sexual também pode indicar cistite: “Recomenda-se esvaziar a bexiga e beber água antes e depois da relação. Quando as crises ocorrem todo mês ou de dois em dois meses, é aconselhável tomar um antibiótico todas as noites”, diz o ginecologista.

Outros métodos preventivos eficazes são:

– Usar lingerie de algodão;

– Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;

– Não consumir açúcar e alimentos doces, tais como chocolates, verduras como aspargos, espinafres e agriões, café e até mesmo carnes vermelhas;

– Evitar o uso de roupas apertadas;

– Lavar a região íntima com água e sabonete sempre após usar o banheiro;

– Evitar o uso de desodorantes, sprays, perfumes ou duchas íntimas;

– Não tomar banho em banheira;

– Ter uma boa alimentação e ingerir muita água.

 

Consultoria: Dr. Daniel Pereira Silva, ginecologista

Dr. Ricardo Felts de la Roca – urologista

 

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