Chiquititas: atrizes mirins falam de suas personagens e carreira na infância

Na próxima segunda-feira (15), o SBT estreia mais um remake direcionado ao público infanto-juvenil. A nova versão de “Chiquititas” deve substituir “Carrossel”, e as gravações já estão acontecendo há semanas.

Apesar da pouca idade, as atrizes mirins que vão viver as crianças do orfanato Raio de Luz, já estão aprendendo a conciliar o assédio com a rotina de gravações e os estudos. Confira as entrevistas com Julia Olliver, Cinthia Cruz e Gabriella Saraivah: a Pata, a Cris e a Tati.

Foto: Lourival Ribeiro/SBT

Você tem algo em comum com a Cris?

A Cris é uma menina bem romântica, sensível, ela gosta muito de tecnologia e tem até um blog onde posta fotos do orfanato e tudo o que acontece lá. E ela gosta muito de todas as meninas do orfanato e tem um sonho que é encontrar o príncipe encantado dela e ter uma família como ela nunca teve. E eu acho que tenho a ver com ela na questão das amizades, porque ela gosta muito das amizades dela e eu também. Eu sempre tento ajudar.

Você e a Vivi vão ser melhores amigas, mas vai haver uma disputa entre as duas pelo coração do Mosca. Como essa disputa vai afetar a amizade delas?

Elas brigam pelo mesmo menino, mas elas se gostam do mesmo jeito. A Cris gosta dele de verdade e ela acha que a Vivi não gosta e por isso elas brigam. Elas não contam uma para a outra... eu contei para a Mili, mas não contei para ela. Então a gente briga por causa disso, não conversa.

Fora da telinha, como é a relação de vocês?

É muito boa, porque antes de começar a novela a gente fez workshop, então a gente se conheceu melhor. A gente é uma família, todo mundo se gosta.

Você assistiu a algum episódio da primeira versão? Conversou com a atriz que interpretou a Cris?

Então, a minha mãe assistiu e gostava muito. Quando eu fiquei sabendo que eu ia fazer a Cris, eu procurei alguma coisa na internet, mas não muito. Eu quero fazer do meu jeito. Mas eu quero sim conhecer a Francis Helena, mas ainda não conheci.

Como você está fazendo para conciliar os estudos com a rotina de gravações?

É uma correria, mas é uma correria boa. Eu acordo às 6 horas, vou pra escola, aí eles buscam minha mãe em casa e me buscam na escola e me trazem para cá. Aqui a gente tem um tempinho para estudar, decorar textos, fazer a lição de casa, então está tranquilo. Tem uma professora aqui que ajuda a gente, que é a Carol.

Na novela a sua personagem vai se apaixonar por um menino. Existe a expectativa de gravar alguma cena de beijo?

 

Ainda não me disseram nada. Se rolar, é um trabalho, né. 

Foto: Lourival Ribeiro/SBT

Você assistiu a algum capítulo da versão anterior para se inspirar na Pata?

Então, eu não cheguei a assistir capítulos, mas algumas cenas. Só que nas primeiras cenas que eu gravei, eu não conhecia muito o pessoal, então eu comecei a procurar cenas. Eu tinha um pouco de vergonha de perguntar “ah, vamos passar texto?” então eu comecei a aprender, assistir às cenas. Mas chegar a assistir capítulo, não.

A Aretha Oliveira, que interpretou a Pata na primeira versão, está fazendo muito sucesso na Argentina. Você já conversou com ela?

Eu sempre quis conhecer ela e eu tenho o telefone da mãe dela, mas ainda não cheguei a encontrá-la. Mas nossa, ver ela vai ser um sonho para mim.

Como está sendo a preparação? E as aulas de canto?

Uma hora a gente tá gravando, aí quando tem intervalo, a gente tem que dançar e cantar, tem que fazer aula, então está sendo uma coisa bem corrida.

Como você recebeu a notícia de que estaria no elenco?

Eu falo que morri do coração, porque eu nunca tinha feito uma novela, e receber um personagem tão importante numa novela... não é que eu quero me achar, mas a Pata é importante, ela tem o lado da história triste dela, ela tá vivendo na rua, os meninos de rua são personagens importantes também. Todos nós temos personagens importantes, mas eu acho que a Pata, pra mim, é muito importante, porque foi um presente que Deus me deu. Eu fiquei muito feliz, porque poxa... eu não fazia novela, e receber um papel tão grande me deixou muito feliz.

Você chegou a conversar com alguma criança de rua?

Não cheguei a conversar, mas é muito pesado. Mas um dia, sem querer, a gente estava numa van e a gente viu uma moradora de rua, eu e o Gui, que vai fazer o Binho, e a gente começou a conversar com ela e viu que eles não querem o mal da gente, não quer nada, é uma pessoa normal que não tem família, essas coisas, então é uma pessoa triste.

A Pata e o Mosca são supergrudados na novela. Como é a sua relação com o Gabriel fora da telinha?

A gente também é bem amigo, conversa sobre as cenas, relembra as cenas e fica bem feliz. A gente é bem junto mesmo.

Como você está conciliando os estudos com as gravações até agora?

 

Quando eu estou na escola, eu foco na escola, nos meus deveres, na prova, seja lá o que for. E aqui, quando eu estou no SBT, eu esqueço de tudo de lá, venho fazer minhas cenas e foco só aqui. 

Foto: Lourival Ribeiro/SBT

A Tati é super espevitada. Você tem alguma coisa em comum com ela?

Eu também gosto de aprontar, gosto muito. Menos na escola que não pode, tem que tirar nota boa. Eu apronto em casa com o meu irmão. Sou sapeca, espoleta, gosto de ouvir conversa atrás da porta que nem ela.

Como foi quando você recebeu a notícia de que estaria no elenco?

Nossa, foi uma emoção muito grande, porque a gente gosta, está fazendo o que gosta e aí a gente fica muito feliz. Eu vim do Rio, então eu morava longe, tinha que viajar, aí era um pouco difícil. Agora eu moro aqui. A minha família já estava aqui, então eu estou gostando muito de morar em São Paulo.

Você assistiu a algum episódio da primeira versão?

 

Eu queria mesmo fazer do meu jeito, então eu nunca assisti.

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