Causas da infertilidade feminina

Causas da infertilidade feminina

Foto: Thinkstock/Getty Images

Decisão tomada: é hora de engravidar! Mas, o que fazer quando as inúmeras tentativas de ser mãe transformam-se em frustrações? Em vez de começar a apontar “culpados” para o problema, a melhor saída é procurar ajuda profissional para o diagnóstico correto e o tratamento indicado. Porém, antes de mais nada, é preciso se informar sobre a infertilidade conjugal e, principalmente, desvendar os tabus que envolvem esse assunto.

A infertilidade sempre é culpa da mulher.

De jeito nenhum! Homens e mulheres têm a mesma chance de ter esse tipo de problema. Portanto, ambos devem ser pesquisados quando percebe-se a infertilidade no casal. Inclusive, em 40% dos casos há causas masculinas e femininas associadas.

Quem provoca um aborto pode ter dificuldade para engravidar depois.

Depende. Caso o aborto tenha gerado complicações, como infecções e perfuração do útero, há a possibilidade da mulher tornar-se infértil de forma permanente ou reversível. “Depende do sucesso do tratamento clínico ou cirúrgico, quando é o caso”, destaca o ginecologista Edílson Ogeda.

Fazer uso de pílula anticoncepcional por tempo prolongado pode deixar a mulher estéril.

De jeito nenhum! O anticoncepcional age apenas durante o uso. “Mulheres que interrompem o uso da pílula recuperam, geralmente, a fertilidade logo nos meses seguintes”, completa o especialista.

Quanto mais velha a mulher, menor a chance de ela engravidar.

Fato! A fertilidade feminina diminui ao longo do tempo. Uma mulher até os 35 anos tem uma chance de 30% a 40% ao mês de ter um filho espontaneamente. Após os 40 anos, esse número cai para 5%.

Mulheres com útero policístico não podem engravidar.

Depende. Os diversos cistos no útero dificultam uma gestação. Mas, atualmente, existem vários tratamentos que podem ser realizados, aumentando consideravelmente as chances de uma gravidez.

Tomar várias vezes a pílula do dia seguinte pode prejudicar a capacidade da mulher ter um filho.

De jeito nenhum! Embora o uso frequente desse tipo de medicamento seja prejudicial ao organismo da mulher, ele não interfere na capacidade futura de engravidar.

Quem possui apenas um ovário ou uma trompa tem mais dificuldade de gerar um filho.

Depende. “Se não houver outras causas envolvidas, esses não são impeditivos absolutos. É preciso fazer um acompanhamento para avaliar o tempo que demora para a gravidez acontecer. Passado esse período, recomenda-se iniciar uma pesquisa mais abrangente para infertilidade”, explica Ogeda.

A endometriose influencia na fertilidade da mulher.

Fato! Esse problema é responsável por 30% dos casos de infertilidade feminina.
Opções de tratamento

Quando a gravidez não acontece, é hora de procurar um especialista para que seja diagnosticada a causa do problema e, com isso, possa ser indicado o tratamento adequado. “Tratamento de distúrbio ovulatório, quando ele ocorre, e fertilização in vitro (nos casos de obstrução das tubas uterinas) podem ser os primeiros procedimentos indicados”, finaliza o ginecologista.

 

Consultoria: Edílson Ogeda, ginecologista e consultor da CordCell. Site: www.cordcell.com.br

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