Caroline Bittencourt fala sobre beleza, moda e carreira no SPFW

Caroline Bittencourt no São Paulo Fashion Week

Foto: Ag News

Caroline Bittencourt, modelo e apresentadora, passou pelo São Paulo Fashion Week e falou sobre moda, beleza, projetos e até transtorno alimentar. Confira:

PF: O que não pode faltar no seu guarda-roupas de inverno?
Caroline: De inverno? Eu vou falar da próxima coleção: não pode faltar uma jaqueta metalizada.

PF: O que você não usaria no inverno de jeito nenhum?
Caroline: De repente, uma sandália, porque eu sinto muito frio no pé.

PF: Qual a sua dica de beleza infalível?
Caroline: Eu acho que é dormir bem. Dormir umas 8 horas por noite é uma dica de beleza infalível porque você acorda bem e é um outro dia.

PF: Quais são os seus projetos para 2012?
Caroline: Projetos! Eu tenho um monte! Na verdade, estou com um programa na web que já está rolando, no site www.wonder.tv.br, que é todas às quartas, ao vivo, às 16h, chamado What We Wonder. E quem não pode ver ao vivo, fica disponível na internet. É bacana ver ao vivo porque temos bastante interação, estou sempre com blogueiras e pessoas relacionadas com moda, como estilistas. No próximo semestre, venho com um programa sobre bem-estar. Ainda não sei em qual emissora vai entrar. Eu acho que será em uma emissora fechada.

PF: Você vai fazer teatro?
Caroline: Sim. Vou fazer uma peça sobre transtornos alimentares. Através da peça, surgiu uma campanha sobre anorexia e bulimia porque a gente viu muita carência a respeito de informação e  tratamento. Na verdade, a gente quer levar esta informação adiante.

PF: Falam muito de anorexia e bulimia na época das semanas de moda e depois esquecem…
Caroline: É. Na verdade, as pessoas se enganam nesta parte. Acham que os transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, estão ligados à moda, às modelos. Eu estou, frequentemente, no Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares (AMBULIM) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (FMUSP), que é único centro especializado nestes assuntos no Brasil e, lá, das meninas que estão internadas, nenhuma tem nada a ver com o mundo da moda, nenhuma foi modelo ou quis ser modelo. É uma doença que está abrangendo toda a população. É difícil de ser diagnosticada. A não ser em casos extremos, quando você consegue ver e detectar de longe que existe a doença. Fora isso, a pessoa pode conviver por anos e anos com esta doença sem ser descoberta.

PF: E há consequências mais sérias a longo prazo, não?
Caroline: Traz muitos prejuízos para o corpo. A história é levar a campanha com toda a informação dos prejuízos que são irreversíveis a longo prazo. Tem meninas com 30 anos, que sofriam de anorexia aos 18 anos, e hoje elas têm osteoporose como se tivessem 60, 70 anos. Tem mulheres que tiveram anorexia e estão com 26 anos e inférteis. E isso é irreversível. Então, levar esta informação para que as pessoas saibam mais e saibam um pouco mais. As pessoas têm a mania de achar que é só voltar a comer que a anorexia está curada. Anorexia é a doença mental que mais mata, seja por suicídio ou por inanição. A gente quer levar esta informação para frente também.

Entrevista: Clayton Gallo – Colaborador

Foto: Ag News

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