Câncer de mama: todo pequeno cuidado é muito!

Câncer de mama: todo pequeno cuidado é muito! 

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos nesse grupo. No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 49.400 novos casos em 2010, com risco estimado de 49 casos a cada 100 mil mulheres. Embora seja considerado um câncer de bom prognóstico, trata-se da maior causa de morte entre as mulheres brasileiras, principalmente entre 40 e 69 anos, com mais de 11 mil mortes/ano. Isso porque na maioria dos casos a doença é diagnosticada tardiamente.

Segundo o oncologista Fernando Medina, esse tipo de câncer não possui ainda uma causa definida, mas alguns fatores de risco são conhecidos, como histórico familiar (mãe ou irmã com esse tipo de tumor na pré-menopausa), presença de alterações genéticas (modificações nos genes associados à doença), além do ritmo de vida acelerado vivenciado hoje por grande parte das mulheres. “Pacientes jovens fumam com mais fequencia, trabalham mais, estão mais sujeitas ao estresse e utilizam anticoncepcionais por tempo indeterminado. “É importante dizer que mudanças de hábitos, como a prática de atividades físicas regularmente, ter uma alimentação saudável e parar de fumar, ajudam a prevenir o câncer, tanto o de mama quanto outros que atingem as mulheres”, esclarece Medina.

O oncologista alerta, ainda, para o aumento da incidência do câncer de mama em mulheres jovens. Uma pesquisa do Inca mostra que o disgnóstico em pacienetes com idade inferior a 40 anos subiu  de 3% para 17% do total de casos nos últimos anos.  “O câncer de mama em mulheres é muito complexo, pois mexe com o psicológico e abala a auto-estima feminina”, explica Medina.

O auto-exame, conhecido como exame de toque, é o método mais antigo e o mais fácil para detecção precoce da doença. Porém, o oncologista chama a atenção para o modo como as mulheres se tocam. “Dependendo da maneira que é feito, o auto-exame se torna ineficaz para identificação do tumor”, afirma. É importante ficar atenta ao período que é feito o auto-exame, devendo ser realizado mensalmente sete dias após o início da menstruação, quando as mamas já não estão mais inchadas, o que facilita a percepção de quaisquer alterações, tais como pequenos nódulos nas mamas e axilas, saída de secreções pelos mamilos, mudança de cor da pele, retrações, etc.

Aproximadamente 80% dos tumores são descobertos pela própria mulher ao palpar suas mamas. Porém, um dos fatores que dificultam o tratamento é o estágio avançado em que a doença é descoberta. Cerca de 50% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, gerando tratamentos muitas vezes mutilantes o que causam maior sofrimento à mulher. O oncologista afirma que pelo menos um terço dos casos novos de câncer poderiam ser prevenidos, caso houvesse uma cultura de prevenção entre as mulheres. “Por isso, é tão importante fazer o auto-exame das mamas mensalmente, adquirir hábitos saudáveis no dia-a-dia e fazer consultas periódicas com especialistas”, recomenda o especialista.

O auto-exame que salva

O auto-exame, conhecido como exame de toque, é o método mais antigo e o mais fácil para detecção precoce da doença. Porém, o oncologista chama a atenção para o modo como as mulheres se tocam. “Dependendo da maneira que é feito, o auto-exame se torna ineficaz para identificação do tumor”, afirma. É importante ficar atenta ao período que é feito o auto-exame, devendo ser realizado mensalmente sete dias após o início da menstruação, quando as mamas já não estão mais inchadas, o que facilita a percepção de quaisquer alterações, tais como pequenos nódulos nas mamas e axilas, saída de secreções pelos mamilos, mudança de cor da pele, retrações, etc.

Aproximadamente 80% dos tumores são descobertos pela própria mulher ao palpar suas mamas. Porém, um dos fatores que dificultam o tratamento é o estágio avançado em que a doença é descoberta. Cerca de 50% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, gerando tratamentos muitas vezes mutilantes o que causam maior sofrimento à mulher. O oncologista afirma que pelo menos um terço dos casos novos de câncer poderiam ser prevenidos, caso houvesse uma cultura de prevenção entre as mulheres. “Por isso, é tão importante fazer o auto-exame das mamas mensalmente, adquirir hábitos saudáveis no dia-a-dia e fazer consultas periódicas com especialistas”, recomenda o especialista.

Pacientes se beneficiam com exames

A revista Radiology deste mês traz um novo estudo comprovando que pacientes de alto risco para câncer de mama se beneficiam com a realização anual da mamografia combinada com a ressonância magnética. De acordo com a doutora Jane M. Lee, radiologista do Massachusetts General Hospital, em Boston (Estados Unidos), a iniciativa é mais viável economicamente e, além disso, contribui para que a paciente viva mais e com melhor qualidade de vida.

De acordo com a doutora Maria Luiza Pedrosa, radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), a integração de exames é recomendada em casos bastante específicos. “O padrão standard para a detecção do câncer de mama continua sendo a mamografia, que é bastante eficiente e deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos. Apesar de a doença ter um bom prognóstico quando detectada logo no início, a taxa de mortalidade continua alta no Brasil justamente porque muitas mulheres buscam ajuda médica quando o câncer se encontra em estágio avançado”.

Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) revelam que em 2010 devem surgir quase 50 mil novos casos de câncer de mama. A doença será fatal para mais de 11 mil mulheres. Na opinião da médica, as campanhas de esclarecimento devem ser mais abrangentes e atingir pacientes cada vez mais jovens. “É preciso criar uma consciência sobre o próprio corpo desde muito cedo. Só assim jovens com histórico de câncer de mama na família, mamas densas, ou ainda com mutações em genes específicos poderão ser diagnosticadas e tratadas da melhor forma possível, seja através da mamografia ou da integração de exames”, diz Maria Luiza Pedrosa.

Texto: Aline Mendes
Foto: Ablestock/Keydisc

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