Amor e sexo: como diferenciar

Amor e sexo: como diferenciar

Foto: Thinkstock/Getty Images

Quem nunca ouviu aquela famosa afirmação de que os homens sabem separar sexo de amor e as mulheres misturam as duas coisas? Hoje a realidade é outra: ambos sabem muito bem a diferença entre relacionamento amoroso e relação sexual passageira. A psicóloga Patrícia Prigol fala sobre essa diferença e o que mudou no comportamento feminino e masculino através dos tempos:

Amor e sexo

Será que os homens são mais objetivos e conseguem separar os sentimentos com mais facilidade? A psicóloga explica: “Desde os primórdios, o homem foi estimulado culturalmente a desempenhar um papel na sociedade que lhe impunha o poder da procriação e preservação da família. Esta teria sido a única função social que lhe era exigida, não permitindo que sua afetividade fosse desenvolvida. Hoje, podemos reconhecê-la mais facilmente”. Ela também afirma que as mulheres conseguem separar sexo de amor tanto quanto os homens: “A diferença está na amplitude e na magnitude da afetividade desenvolvida no homem, em que o seu papel de provedor e mantenedor não lhe é mais cobrado como uma única função ou responsabilidade social. Com a mudança do papel desempenhado pela mulher na atualidade, o homem se viu obrigado a rever o seu lugar no mundo. O homem de hoje não procura somente o sexo para se realizar. Existem outras necessidades psicológicas e afetivas que fazem com que ele se torne mais criterioso na arte de amar. A mudança da mulher propiciou essa revisão de valores atribuídos ao homem”.

Relacionamento sério

Como saber se um homem está atrás de uma relação afetiva séria que exige comprometimento? Como não confundir com interesse exclusivamente sexual? A objetividade masculina e sua facilidade em fazer escolhas mostram com clareza quais são seus interesses e vontades. Patrícia aponta: “Quando querem, de fato, levar adiante um relacionamento, os homens tendem a investir mais afetivamente na relação. Quando o desejo sexual é a vontade do momento, eles também tendem a ser ‘práticos e objetivos’ e seu discurso e comportamento se voltam para a obtenção do prazer sexual. Basta ouvir de um modo mais objetivo, perceber objetivamente a fala e o comportamento do homem na relação com a mulher”. A mulher desenvolveu o instinto maternal e uma afetividade mais intensa. Durante muitos anos, o papel feminino era apenas cuidar da família e não era permitido desejar apenas o sexo casual. Hoje, a história é diferente. A especialista aconselha: “A mulher contemporânea precisa desenvolver mais o seu lado masculino (objetivo, prático e concreto), assim como o homem precisou desenvolver mais o seu lado feminino (subjetivo, emocional, afetivo). Unindo esses polos, a relação torna-se extremamente satisfatória e gratificante para ambos”.

Mulher: sexo frágil?

O mito de que a mulher é o sexo frágil e mais vulnerável no quesito emocional ainda é forte, mas deve ser repensado. “As mulheres, adultas e emocionalmente maduras, conscientes de seus desejos, interesses e necessidades, conseguem reconhecer o que buscam num relacionamento afetivo. O amor adulto e maduro exige investimento afetivo contínuo, tornando a relação duradoura, com compromisso e responsabilidade perante o vínculo firmado com o parceiro. O relacionamento sexual a curto prazo é possível, mas para aqueles que se conhecem mais e atendem melhor as suas necessidades e interesses, sem culpa ou obrigatoriedade de compromisso. Quando ambos se conhecem o suficiente e concordam com o sexo casual, a relação pode se mostrar satisfatória. Porém, exige maturidade emocional e afetiva”, revela a psicóloga.

Dicas para solteiras

Quem está procurando um relacionamento sério deve buscar alguém com gostos semelhantes e desejos parecidos. Patrícia diz: “Os opostos se atraem, mas se repelem em seguida. Os semelhantes permanecem mais tempo juntos e tendem a investir mais no relacionamento afetivo”. Para manter um relacionamento, é preciso ser fiel e se comprometer intimamente com o parceiro. “Quando ambos investem afetivamente num relacionamento estável (com compromisso e responsabilidades assumidas), a fidelidade é estabelecida. A dica está justamente no grau de intimidade que o parceiro permite exercer na relação. A resposta está na capacidade do homem de amar e cultivar esse amor no relacionamento firmado com sua parceira. Cultivar o desejo, o interesse pelo parceiro(a), o amor, exige investimento contínuo e dá trabalho. O homem que investe na relação com afeto maior tende a ser fiel ao seu propósito”, completa a especialista.

 

Consultoria: Patrícia Luiza Prigol – Psicóloga Clínica – RP 07/08744

Telefone: (54) 3028 – 4383

E-mail: patrícia_prigol@pop.com.br

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