Tipos de árvores mais indicadas para a sua casa

Tipos de árvores mais indicadas para a sua casa
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As árvores são os vegetais mais importantes de nosso ecossistema. Elas abrigam a fauna, alimentam, influenciam no clima, barram ventos e sons, melhoram a paisagem, purificam o ar… São inúmeros os benefícios de uma árvore, mas é preciso observar alguns detalhes na hora de escolher a melhor árvore para plantar na frente da sua casa.

Como escolher uma árvore?

Antes de plantar qualquer espécie, principalmente no ambiente urbano, a paisagista Cláudia Canales indica possui as seguintes informações:

Altura e porte da espécie depois de adulta: engana-se quem vê uma simples mudinha e não acredita que ela um dia se tornará uma grande espécie. A altura implica diretamente na fiação elétrica e o porte implica no que existe no entorno, tal como, edificações, por exemplo.

-Raízes: existem árvores com raízes laterais que arrebentam calçadas e buscam umidade.

-Clima: saber se aquela espécie é adaptada ao clima da região em que será inserida.

Frutos: toda árvore floresce e dá frutos. Conhecer este ciclo é importante para a escolha da espécie adequada. “Um estacionamento, por exemplo, não pode ter árvores com frutos ou folhas que soltem resinas e estraguem a pintura dos carros. As vias públicas, não podem receber árvores com frutos grandes que possam cair em cima dos passantes”, assevera a paisagista.

De maneira geral, é importante consultar um agrônomo antes do plantio. É possível recomendar algumas espécies pequenas com menos riscos: Pata de Vaca (Bauhinia purpúrea);  Extremosa (Lagerstroemia indica); Jasmin Manga (Plumeria rubra), Cerejeira do Japão (Prunus serrulata).

Cuidados básicos para cultivá-las

É no plantio que podemos oferecer a oportunidade de uma melhor adubação, geralmente uma terra rica em matéria orgânica. E nunca esquecer a rega, que nos primeiros 15 dias deve ser diária, depois de dois em dois dias enquanto a muda for jovem.

Prepare a terra

A paisagista informa uma receita básica para preparar a terra para plantar uma árvore. “Mas pode ser aperfeiçoada mediante consulta a um engenheiro agrônomo”, lembra.

As dimensões do berço ou cova que vai receber a muda deverá ter 60x60x60cm. Na abertura do buraco, separe a primeira camada (20cm) e deixe ao lado. Misture 20 litros de esterco curtido (pode ser 30 litros de húmus), NPK (na formulação 10:10:10 ou 4:14:8) na dosagem de 300g/por berço e ainda 200g de calcário. “Seria interessante preparar esta mistura e deixar descansar no buraco por 5 dias”, finaliza Cláudia.

Regue com a frequência certa

Após o plantio, regar abundantemente. Depois manter uma frequência diária por pelo menos 15 dias. Quando a mudar estiver “pega”, quando lança brotos novos, manter uma frequência de, pelo menos, três vezes por semana na fase jovem. Quando adulta, molhar as folhas à tarde, no verão, para manter a umidade.

Plantas para dentro de casa

Nem todas as espécies de árvores podem ser plantadas em vasos e ficar dentro de casa. De acordo com a profissional, umas se adaptam mais do que outras. “O vaso limita o crescimento da árvore como se fosse um bonsai. O que ocorre é que muitas espécies, quando começam achar o vaso pequeno, com a força das raízes, arrebentam o mesmo”, alerta a paisagista Cláudia Canales. Ou seja: é um pedido de socorro para que sejam plantadas em um local maior. “Normalmente as árvores não se adaptam dentro de casa, pois precisam de insolação por, no mínimo, 5 horas por dia”, completa.

A fícus e a scheflera são árvores que acabam se adaptando ao interior de casa com uma boa insolação. Além delas, a árvore da felicidade e as dracenas também ser adaptam bem a ambientes internos.

Como as podas devem ser feitas?

A poda deve ser muito criteriosa. Ramos secos e velhos podem ser podados em qualquer época do ano. Nunca podar durante a frutificação ou a florificação. Preferir os meses quando a planta está em dormência, normalmente no inverno para a maioria das espécies. Não podar no inverno quando ainda houver risco de geada. Utilizar um instrumento adequado e afiado: serrote para para galhos grossos e tesoura de poda para os mais finos.  Cortar os ramos em “bisel” (ângulo de 45 graus) para não deixar a água se acumular. Após a poda, passar uma pasta cicatrizante que pode ser comprada pronta ou feita em casa (100g de cal virgem com 100g de sulfato de cobre em 1 litro de água).

Consultoria

Cláudia Canales, paisagista

Texto: Larissa Faria

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