Loft vira local de trabalho e moradia

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O imóvel era uma antiga loja de tintas e materiais pintura abandonada em Jandaia do Sul, no Paraná. O ambiente ganhou vida nas mãos de um jovem casal de arquitetos, recém chegado da Europa. O desejo deles era aproveitar o espaço, há muito tempo não utilizado, e transformar num loft contemporâneo onde eles iriam morar e trabalhar.

Ecológico

Para o casal de arquitetos e sócios, Alfredo Zaia Nogueira Ramos e Letícia Teruko Irikuchi, o diferencial do projeto foi a utilização de materiais reaproveitados. Uma antiga casa nos fundos foi demolida e toda a madeira de peroba rosa foi reutilizada. “Com a madeira de demolição, ainda conseguimos atender a um desejo nosso, trazer aconchego ao lar”, conta o casal.

Personalidade

Letícia adora artesanato e coisinhas handmade (feitas com as próprias mãos). Essa particularidade está expressa na decoração com vários objetos e quadros, alguns presentes, outros adquiridos ao longo das viagens internacionais. Cada item remete a uma história do casal e está espalhado pelas paredes, prateleiras e em cada cantinho do loft, trazendo charme e personalidade ao ambiente.

Para agradar os dois

O desafio do projeto, criado por eles, era incluir os gostos de cada um num projeto único e diferenciado. Por Alfredo o loft seria todo branco, já que ele gosta de ambientes mais clean e organizados. Já Letícia, que é mais fashion e ousada, prefere o colorido. A alternativa, para agradar a ambos, foi colocar cor em alguns espaços, como nos itens das prateleiras, na madeira de demolição do bar, na parede com a lousa de giz, mas sem carregar demais a decoração para agradar ao lado minimalista do companheiro.

Soluções criativas

A parede verde, antes, era antes uma coluna que sustentava o mezanino existente. A solução do casal para dar mais privacidade da entrada lateral e do banheiro foi criar um outro ambiente abaixo do mezanino onde eles poderiam expor os trabalhos, como maquetes. “Conseguimos esse efeito fazendo uma parede junto ao pilar e usando-a como quadro negro para escreverem recadinhos”, conta Letícia. No pequeno espaço abaixo do mezanino, foi criado um barzinho para receber convidados.

Iluminação

O antigo comércio não tinha forro e todas as vigas do prédio eram aparentes. Por isso, eles optaram por um forro de gesso que esconderia as vigas e, ao mesmo tempo, daria possibilidade de trabalhar a iluminação. “A ideia era não perder a altura do pé direito duplo e, ao mesmo tempo, conseguir altura suficiente para o espaço de descanso, no mezanino, com a rede amarela”, explica Letícia.
Resolvendo o lado funcional, a iluminação ficou por conta das lâmpadas fluorescentes e, para dar destaque a alguns pontos, foram usadas as lâmpadas dicróicas, como no móvel preto do bar.

No piso

Aqui, ambos optaram pelo porcelanato fosco cinza, imitando o cimento polido para dar um ar um pouco industrial ao loft. A escada foi uma solução criativa para dar acesso ao mezanino e aproveitar o espaço.

Texto: Thais Luquesi/Colaboradora

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