Como cultivar um jardim vertical

Avalie

Muito se engana quem acredita que os jardins só podem ser cultivados em grandes áreas externas. Os jardins verticais, por exemplo, podem ser cultivados em espaços pequenos e até mesmo em áreas internas, como apartamentos. Para saber como montar um jardim vertical, veja dicas da professora do curso de arquitetura da Anhanguera de Niterói Alexandra Athayde Fonseca.

Onde colocar o jardim?

De acordo com a professora, os jardins verticais podem ser feitos em varandas e paredes de áreas internas. “Hoje o mercado oferece várias opções para todo tipo de bolso e projetos. Desde as soluções mais artesanais que vão de garrafas pet, treliças de ferro ou madeira com vasos meia lua, até blocos de concreto pré-moldados, que podem ser concreto fundido, com jardineiras contínuas ou blocos de concreto socado, com jardineiras zigue e zague. Também podem ser instalados com sistema de irrigação“, explica.

Alexandra também aponta que uma opção mais simples são os kits de sistema modular, feitos de uma estrutura de plástico, em que os vasinhos são adquiridos separadamente.

Posso ter um jardim no meu apartamento?

Sim! E o melhor lugar para colocá-lo seria na varanda. No caso de não tê-la, uma parede próxima da janela, em função da maior incidência de sol, ou luminosidade. “Porém, mesmo sem uma iluminação direta muito intensa é possível ter um jardim vertical, desde que as plantas sejam bem especificadas”, ensina Alexandra.

Jardim comum x Jardim vertical

As diferenças entre os jardins comuns e os jardins verticais estão principalmente na forma de percebê-los. “Em um jardim comum, a visão do observador está normalmente abaixo da linha dos olhos e, dependendo do seu tamanho, há a possibilidade de circular por ele. Já no jardim vertical, ele está da linha dos olhos do observador para cima. E nesse caso só há a possibilidade de contemplar, como um grande quadro ou uma pintura”, pontua a professora de arquitetura.

Instalação e manutenção do jardim

A especialista diz que a primeira coisa a se fazer antes de montar o jardim vertical é certificar-se de que a parede onde será instalada a estrutura suportará os ganchos ou peças onde a estrutura do mesmo será fixada. “A estrutura ou painel onde será instalado o jardim vertical deverá ficar afastada alguns centímetros da parede, para que essa não venha sofrer infiltrações proveniente da irrigação ou rega”, conta.

A manutenção também é crucial para que o jardim fique com uma bela aparência. “É importante prestar atenção na irrigação e drenagem dos vasinhos. Sempre verifique colocando o dedo nos vasos para ver se o solo não está muito encharcado ou muito seco”, aconselha Alexandra.

Escolhendo as plantas mais adequadas

A recomendação da professora de arquitetura é escolher sempre a espécie de planta que se adequa melhor ao tipo de clima e iluminação onde o jardim será instalado. Os blocos e vasos menos profundos exigem mais cuidados na escolha das espécies. Deve-se optar por plantas de raízes mais superficiais e de sombra ou meia-sombra como, por exemplo:

-Dinheiro-em-penca (Callisia repens);

-Lambari-roxo (Tradescantia zebrina);

-Peperômia (Peperômia scandens), entre outras.

Para os blocos de concreto pré-moldado, algumas espécies indicadas são:

– Barba de serpente (Ophiopogon jaburam);

– Aspargo-pendente (Asparagus densiflorus).

Utensílios necessários para cuidar do jardim

Para a manutenção do jardim, você precisa investir em alguns itens de jardinagem, entre eles “uma boa tesoura de poda, um regador de bico fino para evitar o excesso de água na hora da rega, uma pequena colher de jardineiro para complemento de substrato ou adubo quando necessário”, aponta a arquiteta.

Flickr / mannewaar

Flickr / mannewaar

Como escolher o adubo

Lembre-se de que para manter um jardim saudável, a adubação deve ser frequente. “O ideal é fazer uma adubação química de NPK no verão, com a quantidade e formulação específica para as espécies utilizadas. No inverno o ideal é utilizar produtos orgânicos“, enfatiza Alexandra.

Benefícios do jardim vertical

– Melhoria da paisagem urbana e embelezamento dos espaços áridos;

– Proteção térmica das edificações;

– Melhoria na qualidade do ar;

– Sensação de bem-estar e contato com a natureza;

– Proteção da fachada das edificações contra intempéries;

– Atenuação acústica;

– Valorização do imóvel;

– Diminuição do efeito “ilha de calor”;

– Bem-estar associado a presença de novos perfumes naturais;

Consultoria

Alexandra Athayde Fonseca, professora do curso de Arquitetura da Anhanguera de Niterói

Mais lidas