Valesca Popozuda manda “beijinho no ombro” para o machismo

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Foto: Marcos Serra Lima (EGO)

 

A funkeira Valesca Popozuda realizou um ensaio para a revista Ego inspirado no filme “Victor ou Vitória?”, que questiona os estereótipos masculinos e femininos. Valesca começou a carreira no grupo Gaiola das Popozudas e hoje é um dos principais nomes do funk no país, emplacando hits como “Beijinho no ombro“.

Com 14 anos, a carioca saiu de casa para começar a trabalhar, e aos 21 se tornou mãe. Sem papas na língua, a funkeira gosta de opinar sobre feminismo, machismo e direitos das mulheres.

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Não sou só uma bunda

A cantora já trabalhou em borracharias, já trocou pneus e hoje mantém sua própria carreira. “Foi uma luta para a mulher se destacar no meio que eu trabalho. Ainda hoje criticam. Se colocamos o corpo de fora ou não, é problema nosso, não fazemos mal a ninguém. Quem fala que a mulher está vulgarizando, vendendo o corpo, é ridículo. Com tanta coisa no país para se preocupar, as pessoas ficam se preocupando com o que a gente dança ou veste. Vejo como o meu trabalho evoluiu ao longo dos anos, lutei para que as pessoas não me vissem apenas como uma bunda. Não sou apenas uma bunda. Se eu quisesse ser apenas uma bunda, estagnaria”, fala ela.

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Foto: Marcos Serra Lima (EGO)

Sou feminista

Polêmica, a funkeira também se autodeclara feminista, que segundo ela, é a forma que as mulheres encontram de lutar contra o preconceito. “Sou feminista, acredito que a mulher luta por igualdade, exigindo seus direitos, lutando por respeito. Tem que gritar para o mundo, sim. Se nós não gritarmos, piora. Gritando já está difícil…”, afirma ela. E a cantora conclui: “Dou conta de tudo, cresci sem depender de homem.”

 

 

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