Os 10 erros mais comuns no currículo

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Enviar o currículo é o primeiro passo para conquistar uma vaga no mercado de trabalho. Por isso, pisar na bola logo na primeira etapa pode prejudicar e muito o caminho de quem luta por um emprego. Para te ajudar, a Guia Astral conversou com especialistas em seleção para listar os erros mais comuns encontrados nos currículos:

mulher no trabalho

Foto: Shutterstock Images

Erros de português

O currículo é a primeira impressão que o empregador terá, por isso, fazê-lo com cuidado e atenção demonstra o interesse e vontade de obter a vaga. Pedir ajuda de um amigo e conferir a ortografia daquela palavra que gerou dúvida pode ser o que vai decidir se o candidato será ou não convocado para uma entrevista.
Erros de português podem indicar problemas na “qualidade de trabalho, na concentração e no cuidado” do candidato, explica Ricardo Karpat, diretor da Gárbor RH.

Escrever demais

O selecionador recebe vários currículos e não tem tempo para ler informações que não precisam estar lá. Segundo Marcos Sousa, diretor da Superação Treinamentos e Consultoria, o currículo ideal tem apenas uma página e contém:

– Nome;
– Objetivo do cargo;
– Experiência;
– Escolaridade;

E quais foram as colaborações do candidato nas empresas em que passou. Já Ricardo lembra ainda que idade e cursos de idiomas e informática devem estar no currículo.

Colocar foto

Nesse tópico, Marcos Souza é taxativo: “só coloque foto se a empresa pedir”, senão nada de foto! Agora, se a imagem for solicitada, é importante selecionar uma fotografia que demonstre profissionalismo. Nada de mandar fotos com “bicos” ou “sem camisa” avisa o especialista.

Mentir

“Dificilmente o selecionador contrata alguém só por conta do currículo” avisa Marcos Sousa, portanto, na hora da entrevista e nas demais etapas da seleção qualquer mentira do currículo pode ser descoberta. “O currículo deve fazer o selecionador querer conversar com o candidato” explica o especialista e é a partir do “olho no olho” que a contratação realmente começa a acontecer.

Colocar documentação desnecessária

No cabeçalho, ou seja, na primeira parte do currículo, não é preciso colocar todos os seus documentos. Nome completo, endereço, idade e formas de contato como telefone e e-mail são suficientes. Mas atenção: é importante ficar de olho nas exigências da empresa, se ela pedir mais informações, coloque. Ricardo lembra ainda que dados como hobbies e viagens não-profissionais também são desnecessárias.

Usar cores e fontes chamativas

O currículo deve chamar atenção por suas informações e não pela sua estética. Usar fontes muito ousadas e enchê-las de cor pode até chamar a atenção, mas não da maneira que você quer. Para quem está começando, existem modelos prontos na internet que podem ser baixados e editados com os dados do candidato.

Colocar cursos que não têm a ver com a vaga pretendida

Se o candidato está tentando uma vaga para recepcionista de nada importa o curso de jardinagem que ele tem, não é? Colocar cursos ou qualidades que não condizem com a vaga só vão demonstrar um certo desespero para conseguir a vaga e, por mais que o candidato esteja mesmo precisando, isso não acrescenta qualidade ao currículo.

Usar o mesmo currículo para todas as vagas

O objetivo do currículo é uma das suas partes mais importantes. Fique atento ao nome correto do cargo e o motivo pelo qual você deseja a vaga. Isso pode fazer a diferença na seleção.

Esquecer dados importantes

Colocar as experiências profissionais, mesmo as mal-sucedidas, contam na hora da seleção. Segundo Ricardo, além da formação adequada, a estabilidade é importante para os candidatos em geral, assim como experiências que o candidato não julga relevantes pode demonstrar isso.

Fazer propaganda de si mesmo

Pequenas apresentações e textos descrevendo as qualidades do candidato não devem vir no currículo. As características pessoais são averiguadas durante a entrevista e, na maioria das vezes, as pessoas se dão as mesmas qualidades. “Nesses textos, todo mundo é organizado, pontual e dedicado”, exemplifica Ricardo.

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