O drama da traição compulsiva

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Salve Jorge tem trazido muitos temas pouco comentados à tona, como o tráfico de mulheres, a vida nas comunidades e a traição compulsiva. Quem assiste deve conhecer Pescoço, personagem de Nando Cunha: o moço trocou a esposa por outra mulher. Depois de um certo tempo, tentou reatar o casamento, mas não consegue parar de trair a própria esposa.

O drama da traição compulsiva

Foto: Raphael Dias / TV Globo

Para algumas pessoas, tirar a aliança ao sair da presença do companheiro ou mentir sobre os destinos e horários é algo completamente rotineiro. Eles não conseguem resistir a um belo rabo de saia. Além disso, muitas mulheres adoram se sentir desejadas por homens que não sejam o seu. E a pergunta que fica é: por que isso acontece?

Segunda a psicóloga Priscila Meireles Guidugli, não existe uma causa única para a traição. “Cada pessoa tem uma motivação diferente. Existem muitas razões: questões culturais, a busca pelo novo, carências, insatisfação, vingança devido à sensação de estar sendo traído, ou mesmo pela sensação de poder”, afirma.

Porém, segundo Priscila, o tipo mais comum é aquele que ocorre quando o medo de ficar sozinho é maior do que a capacidade de terminar a relação. O resultado é a tentativa de conciliar as duas coisas. Buscar a gratificação desejada com outras pessoas ou relações, mesmo estando em um relacionamento sério.

Ao se ver em uma situação como essa, é preciso manter a calma e analisar se vale a pena insistir em um relacionamento assim. Pode ser que a compulsão seja mais forte que a vontade do traidor de ser fiel, mas também pode acontecer de ele querer extinguir tal comportamento. Para quem deseja dar uma segunda chance, Priscila aconselha: “É preciso ter dedicação e persistência, acompanhadas de muita psicoterapia, mas é possível!”.

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