Indiretas para o ex

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Muitas vezes a gente tem vontade de falar tudo o que vem à cabeça, mas não pode, né? Por conta disso, a indireta – ainda mais em tempos de redes sociais – se tornou uma alternativa para desabafar sem ter que colocar tudo em pratos limpos.

mulher e computador

Foto: Shutterstock Images

Por que fazemos isso?

“Muitas pessoas preferem “mandar recado” por não ter coragem ou não saber como falar claramente”, afirma a mediadora de conflitos Suely Buriasco. Ela explica que todo mundo acaba mandando uma indireta de vez em quando, mas que isso não deve ser tornar um hábito: “afinal o normal é usar de clareza e bom senso ao se referir a alguém”.

Na internet, as indiretas se tornaram ainda mais frequentes. “É muito mais fácil escrever uma indireta do que falar. As pessoas parecem se sentir mais à vontade para manifestar seus pensamentos e críticas, como se, de alguma forma, estivessem protegidas atrás do computador”, afirma a mediadora.

Quais os riscos da indireta?

Por não dizer necessariamente de que assunto se trata e para quem é, a indireta pode atingir o alvo errado. As indiretas costumam usar situações gerais para alcançar uma pessoa em especial, mas várias pessoas podem estar passando por essa mesma situação e se sentirem atingidas. Então, o que fazer?

“Difícil fazer com que a pessoa entenda algo por indiretas, mas até pode acontecer. Nesse caso, para que a indireta não crie ou aumente uma situação negativa, o melhor é usar uma linguagem pacífica e afetuosa. Usar de indiretas para se referir a mágoas, ofender, criticar ou qualquer coisa nesse sentido é uma atitude antiética que só promove conflitos”, avisa Suely.
Portanto, o jeito mais certeiro de fazer com que a mensagem atinja o alvo é dizê-la diretamente a ele. Assim, menos pessoal são atingidas por um problema que é do casal.

Suely Buriasco é mediadora de conflitos, autora dos livros Mediando Conflitos no Relacionamento a Dois e Uma Fênix em Praga.

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