Dicas para abrir o próprio negócio

Avalie

 

Você sonha em trabalhar em um negócio só seu, sem chefe, com total liberdade para fazer seus horários e, claro, poder administrar todo o lucro dos seus esforços? Então, confira dicas para abrir o seu negócio agora!

Antes de empreender

Segundo Christian Barbosa, especialista em administração de tempo e produtividade, é importante pensar em alguns pontos antes de abrir seu próprio negócio:

Como abrir o próprio negócios

Foto: Shutterstock Images

Reflita sobre a sua estratégia, visualizando o que você espera do seu empreendimento daqui a 3, 5, 10 anos. “Uma estratégia eficaz é a única forma de tornar seu negócio relevante nos próximos anos”, afirma.

– Transforme sua estratégia em metas. Tenha claro quais atividades precisarão ser executadas no dia a dia, pois, assim, você não gasta tempo com coisas que não trarão resultados.

– Defina prioridades claras. Dessa forma, você conseguirá planejar melhor o seu tempo.

– Crie sistemas: como o cliente deve ser atendido? O que fazer quando surge um cliente sem hora marcada? Como comprar os produtos?

Como abrir seu negócio

Como abrir o próprio negócio

Foto: Shutterstock Images

1º passo: entenda o mercado, veja quem são seus concorrentes e defina a localização – busque um lugar próximo ao público que você quer atender, que seja visível, com vagas de estacionamento e um espaço adequado. “Identifique o que você vai oferecer aos seus clientes que a concorrência não esteja oferecendo, como serviços diferenciados, melhores preços, produtos sustentáveis”, explica Mariana Cristina Brito, consultora do Sebrae-SP.

2º passo: faça um Plano de Negócios. É um documento que contém informações sobre o conceito do negócio, o mercado que irá atender, os produtos e serviços que irá fornecer, os objetivos e os passos que devem ser dados para alcançá-los, o perfil da clientela, as estratégias de marketing, quanto terá que investir e quanto irá faturar. “Ele é a ferramenta que permite identificar e restringir os erros no papel ao invés de sair cometendo esses erros no mercado”, afirma Ana Roberta Amarante, consultora do Sebrae-SP.

Independente do tipo de negócio que você vá abrir, um espaço comercial ou um delivery, o Plano de Negócios é essencial. “É ele que vai dizer ao empreendedor se sua ideia é realmente viável”, afirma Ana Roberta Amarante.

3º passo: invista em cursos de gestão de empresas. Afinal, é indispensável que você saiba cuidar do seu negócio de forma eficiente e sustentável.

4º passo: faça um planejamento financeiro e veja quanto você realmente precisará para abrir o negócio. “O Sebrae sempre orienta a tentar iniciar o negócio com recursos próprios, pois iniciar com uma dívida é mais difícil e também porque conseguir uma linha de crédito para abertura de um negócio não é uma tarefa muito fácil”, explica Ana Roberta Amarante.

Caso não tenha todo o dinheiro para investir no negócio, é possível buscar linhas de microcrédito, que têm taxas mais baixas. Mas Ana Roberta Amarante ensina: saiba quanto você realmente precisa e qual o valor máximo da parcela que conseguirá pagar por mês. Depois, pesquise em, pelo menos, três instituições, analise as propostas com calma e veja qual delas oferece o melhor plano.

Leia Mais: 

+ Como lidar com casos de homofobia no trabalho

+ Como é você no trabalho segundo a numerologia

5º passo: é hora de conhecer a legislação, as normas sanitárias vigentes e os trâmites para colocar o estabelecimento em funcionamento de forma regular. É importante formalizar seu negócio, pois isso garante mais segurança para você e sua empresa. Essa regularização pode ser feita através do registro como Microempreendedor Individual (MEI) – a pessoa que trabalha por conta própria e se legaliza como pequeno empresário. Veja como:

Formalize-se

Para ser um Microempreendedor Individual (MEI):
• Seu faturamento bruto deve ser de até R$ 60 mil por ano ou R$ 5 mil por mês.
• Você não pode ter participação em outra empresa como sócia ou titular.
• Pode ter, no máximo, um empregado contratado, que deverá receber um salário mínimo ou o piso da categoria.
• Não é preciso contratar um contador, pois você faz tudo sozinha. Para se registrar, basta acessar o Portal do Empreendedor: www.portaldoempreendedor.gov.br.

Foto: Shutterstock Images

Foto: Shutterstock Images

Vantagens de ser MEI

• Você passa a ter registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, pedido de empréstimos e emissão de notas fiscais.

• Como é enquadrado no Simples Nacional, ficará isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Assim, deverá pagar apenas o valor fixo mensal de R$ 40,40*(comércio ou indústria), R$ 44,40*(prestação de serviços) ou R$ 45,20*(comércio e serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Esses valores são atualizados todo ano, de acordo com o salário mínimo.

• Tem acesso a benefícios previdenciários, como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros.

Despesas

O MEI paga o valor mensal de R$ 39,40 (INSS), mais R$ 5,00 (Prestadores de Serviço) ou R$ 1,00 (Comércio e Indústria), por meio de um carnê que é emitido através do Portal do Empreendedor. Há também taxas estaduais/municipais que vão depender do estado/município e da atividade exercida.

* Valores consultados em Maio/2015

Fontes e Consultoria: www.sebrae.com.brwww.abihpec.org.brwww.portaldoempreendedor.gov.br; Ana Roberta Amarante e Mariana Cristina Brito, consultoras do Sebrae-SP; Christian Barbosa, especialista em administração de tempo e produtividade

Texto original: Liliane Encarnação e Fernanda Moraes. Adaptação: João Pedro Ferreira/Colaborador

Mais lidas