Amor entre primos

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Na novela “Em Família”, Helena e Laerte vivem uma intensa história de amor cheia de altos e baixos, mas os primeiros problemas tem um motivo principal: os dois são primos. Apesar de ser recorrente, a relação entre pessoas com qualquer tipo de parentesco costuma preocupar bastante a família devido, entre outros motivos, ao risco de má formação genética nos possíveis filhos do casal. O psicólogo Breno Rosostolato explicou porque isso acontece e qual a melhor maneira de lidar com a relação.

Laerte e Helena

Foto: Reprodução/Instagram/emfamiliagshow

O tabu

“A ideia de que primos seriam quase irmãos faz com que a relação amorosa deles seja considerada pela família algo incestuoso, ou seja, uma relação proibida”, explica o psicólogo. Além disso, há o risco de que os filhos do casal tenham má formação genética. “Embora estudiosos da Universidade de Massachusetts, em Boston (EUA), afirmem que há um grande risco de que primos de primeiro grau possam gerar um bebê com problemas genéticos, a chance de isso acontecer não é maior do que uma mulher engravidar aos 40 anos” explica.

Por que acontece?

Apesar do risco e da pressão da família, o romance pode acontecer. Afinal, um primo é, muitas vezes, alguém tão próximo quanto um irmão, mas sem esse grau de intimidade. Dessa forma, se torna alguém que inspira confiança e intimidade: “este fascínio surge na infância, como uma grande brincadeira e é na adolescência que esta relação pode se concretizar, principalmente porque é a fase das descobertas do prazer, do sexo e do desejo ao corpo do outro”, afirma o psicólogo.

E a família?

Se mesmo com o passar do tempo o romance resistir, é importante saber como lidar com a família: “Falar a verdade é sempre a melhor maneira”, recomenda Breno. Afinal, a familiaridade entre os envolvidos permite uma conversa mais franca. “Procure compreender a resistência dos pais, mas fiquem firmes em seus posicionamentos e sejam persuasivos no que se refere ao amor entre o casal”, indica.
Outro cuidado é com o envolvimento dos parentes nessa relação: “a família deve encarar isso como algo natural e entender que não existe nada errado neste tipo de relação”, ou seja, o casal deve ter seu espaço respeitado como qualquer outro dentro da família para que o clima seja respeitoso entre todos.

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