A hora certa de ser mãe

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Foto: Thinkstock/Divulgação GettyImages

Muitas mulheres passam por um complicado dilema: qual o melhor momento para ser mãe? Não é fácil saber a fase ideal da vida para gerar um bebê e cuidar dele por, praticamente, o resto dos seus dias.

Ter um filho requer muito mais do que apenas o desejo de ser mãe: tempo, dedicação, condições financeiras favoráveis, estabilidade familiar. São muitos os fatores a serem analisados antes de tomar uma decisão importante como essa. Mas nem sempre as coisas saem como o planejado e pode ser que a cegonha chegue à sua casa antes do que você esperava. Foi o que aconteceu com a produtora de moda Débora Pinheiro. Aos 24 anos ela engravidou do namorado e teve que refazer seus planos. Ela fala sobre sua experiência de se preparar para a maternidade: “Eu só vivi a experiência de ser mãe de surpresa, mas acho que no final das contas não deve fazer diferença, porque ser mãe é uma coisa que só nasce junto com a criança. Até mesmo durante a gravidez você não tem muita ideia do que é realmente ser mãe, sabe?”.

Débora ainda conta que, para ela, a gravidez foi um período de preparo psicológico. De fato, o aspecto emocional da mulher é um dos fatores determinantes para a maternidade, o que não está diretamente ligado à idade. “Não tem idade não porque é uma coisa absolutamente nova. É obvio que ser mãe na adolescência é diferente de já ter ao menos ideia do que é a vida. Mas não posso dizer que a mulher de 30 é mais ou menos mãe que a de 16”, afirma a produtora de moda, que também contou como cuidar de seu filho de um ano é cansativo, mas que ela tem disposição para tudo.

O psicólogo Luís Almeida Prado concorda que não existe uma idade ideal para se tornar mãe, mas acrescenta que mulheres muito jovens podem não ter a maturidade suficiente para saber lidar com as mudanças que vêm com a gravidez: “A gravidez altera não só o corpo da mulher, mas também sua rotina de vida, preocupações e prioridades. É importante que ela esteja preparada para enfrentar as mudanças e novidades, e nunca deixar a si mesma de lado”, explica Luís. Ele ainda esclarece, que por mais que uma mulher se prepare para ser mãe em um determinado momento de sua vida, a teoria ainda é bem diferente da experiência. “Muitas mulheres adiam a decisão de ser mãe por diversos motivos, mas quando a maternidade acontece algumas percebem que poderiam ter vivido a experiência anteriormente”, afirma.

Para Luís, o fator biológico feminino deve ser levado em conta na hora de optar por gestações mais tardias, mas o fundamental é conscientizar a mulher sobre a responsabilidade de ter um filho. “Apesar de algumas exceções, nas mulheres o sentimento da maternidade ainda fala mais alto do que outros fatores e problemas”, conclui o psicólogo.

 

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